Afinal sempre vai haver CTX Metal Fest no Cartaxo

Pedro Batista, o mentor do evento, foi à reunião de Câmara de segunda-feira, 2 de abril, questionar sobre o ponto de situação do festival

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O CTX Metal Fest vai poder realizar-se no Centro Cultural do Cartaxo, à semelhança do que aconteceu em 2016 e 2017.

Pedro Batista, o mentor do evento, foi à reunião de Câmara de segunda-feira, 2 de abril, questionar sobre o ponto de situação do festival, dado que ainda não tinha havido qualquer reunião.

O presidente do Município, Pedro Ribeiro, disse ter sido enviado, por e-mail, um ofício sobre este assunto. O ofício faz notar que “constatamos que, para a realização do evento, estará em causa o apoio do Município” na cedência do Centro Cultural, ocupação da via pública, isenção de pagamento de taxas e licenças, utilização do equipamento e técnico de som do Centro Cultural do Cartaxo, transporte e alojamento. Assim, a organização do CTX Metal Feste deverá formalizar o pedido de cedência do Centro Cultural; quanto à ocupação da via pública, “desde que sejam cumpridas as normas legais e regulamentares em vigor para esta matéria, nomeadamente a desobstrução de qualquer saída de emergência”, esta será possível e alvo de inspeção a realizar na véspera do evento. No entanto, “a Câmara Municipal não poderá comprometer-se com o transporte para visitantes”, devido à escassez de meios. Quanto ao alojamento, o pavilhão do INATEL não está disponível, mas “poderá existir a possibilidade de utilização da Praça de Touros do Cartaxo”.

Mas o assunto não se ficou por aqui. A ocasião foi aproveitada pelo presidente do Município para fazer algumas observações, “dada a dimensão pública injuriosa e caluniosa que recaiu sobre a vereadora sobre esta matéria” nas redes sociais. Pedro Ribeiro começou por confessar não compreender a polémica criada à volta desta matéria “quando, da parte da vereadora, os passos que foram dados foram no sentido de encontrar melhores soluções para um festival desta natureza”. Além disso, “na política divergimos imenso e podemos fazê-lo, sempre com respeito pela dignidade do outro. O Pedro tem namorada, todos nós temos ou tivemos mãe, e temos que nos colocar no lugar dos outros, se gostávamos que alguém tratasse assim a nossa namorada, a nossa mãe, a nossa irmã e, com toda a honestidade, habituámo-nos a ver nas redes sociais um conjunto de faltas de respeito pela dignidade das pessoas. E não gostei. Independentemente das divergências que tivessemos em relação ao sítio onde se organiza o festival, acho que nada justifica o clima de insulto e de injúria, de ofensa pessoal, por si apoiado”. Pedro Ribeiro acrescentou que “tenha sempre esta certeza: da parte da senhora vereadora, da parte da Câmara, há sempre abertura para o diálogo com serenidade, com respeito, porque a única coisa de que eu julgo que ela foi vítima foi de querer encontrar melhores soluções para um festival que o Cartaxo quer acolher”.

“Acho que nada justifica e acho que as pessoas humildes estão sempre a tempo de corrigir o erro, e estamos sempre a tempo de pedir desculpas a quem ofendemos. E eu hoje, com toda a honestidade, esperava isso de si”, rematou Pedro Ribeiro.

Pedro Batista garante não se ter sentido bem com uma notícia saída num jornal local, “também tenho família e também não me senti muito bem”, lembrando que até aí não tinham existido quaisquer divergências. Ao mesmo tempo, lamenta que não tenham existido respostas às suas cartas e que “quanto a arranjar melhorias de situação e arranjar soluções, não foi bem isso que aconteceu. São coisas que a gente não consegue provar, mas não havia necessidade de agressividade. Eu aceito um não, desde que mo justifiquem, desde que me provem o que é que aconteceu, e a única coisa que foi vista é que não era para ser feito no Cartaxo, o público não era muito bom e que as pessoas estavam atrás de grades. Não estão, não se vê, as pessoas não têm qualquer problema com isso”.

“Gostaria que isto fosse um caso para encerrar. Somos crescidinhos, podemos pôr isso de parte e trabalhar para dar uma boa imagem ao Cartaxo, que é a nossa intenção”, rematou Pedro Batista.

Uma situação que poderia ter sido evitada, considerou Susana Machado, da organização do CTX Metal Fest, que salientou que “se nos tivesse respondido, as coisas não tinham ido tão longe como foram”, lamentando, no entanto, os comentários excessivos nas redes sociais.

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