Dores de cabeça, tonturas e zumbidos

Por Ilídio Vargas, Osteopata e Fisioterapeuta

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A coluna cervical é constituída por sete vértebras, podendo ser dividida em coluna cervical baixa e alta. Enquanto na coluna cervical baixa toda a enervação destina-se aos membros superiores, já na coluna cervical alta esta enerva a parte da cabeça e alguma musculatura que faz a ligação entre a coluna e o crânio. Desta forma, sintomas como dores de cabeça, clinicamente denominadas cefaleias, podem advir desta região anatómica. O território das cefaleias de origem da coluna cervical normalmente é atrás da nuca, podendo distender-se até à parte anterior, em forma de capacete, ou apenas unilateral, que se estende deste a cervical até à parte superior da orelha.

Já no que diz respeito às tonturas, que são uma sensação de desequilíbrio por um curto espaço de tempo, podem ser originadas por vários fatores, sendo um deles uma insuficiente vascularização do cérebro devido à coluna cervical. É dizer, que o cérebro recebe sangue proveniente do coração através das artérias, que podem ser comparadas a mangueiras, por serem circulares e maleáveis, e que necessitam de atravessar a coluna cervical e sua musculatura envolvente. Exatamente por ser maleável, a artéria pode ser comprimida no seu trajeto perante alterações da cervical ou tensão muscular, que reduz o fluxo de sangue ao cérebro, e produzir um episódio de tontura. São frequentes episódios de tonturas nas mudanças de decúbito de deitado para de pé, na rotação repentina da cervical ou no levantar súbito da cabeça. Este processo patológico também pode ser uma causa do aparecimento de zumbidos nos ouvidos.

Estes três quadros clínicos são matéria que a Osteopatia tem ferramentas que podem ajudar a melhorar. No entanto, como estas patologias podem ter outras origens senão a coluna cervical e que podem ser mais graves, o primeiro passo será consultar um médico para despiste de outros fatores e depois avançar com a Osteopatia.

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