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Ele gosta mesmo de mim…

Opinião de Vera Alves, Psicoterapeuta e Terapeuta de Casal

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“Ele gosta mesmo de mim quando me envia vinte mensagens por dia a dizer que me ama e a perguntar onde estou”.

Isto é controlo, não é amor. Tal como quando diz (ou pensa): “… ele gosta mesmo de mim, quando me pede a password do meu email, da conta do Facebook e me diz que não devemos ter segredos um com o outro…”, ou “… ele gosta mesmo de mim, quando quer saber com quem estive ao telefone, com quem troquei mensagens, com quem falo”.

O mesmo vale para “… ele gosta mesmo de mim quando me diz para não usar aqueles calções ou aquela blusa mais apertada…”, ou “… ele gosta mesmo de mim quando prefere que estejamos sozinhos e não gosta de estar com os meus amigos…” ou ainda “… ele gosta mesmo de mim quando se zanga comigo ou me aperta o braço com muita força”.

Isto é querer o poder e o controlo, não o confunda com amor!

Porque “… ele gosta mesmo de mim…” é uma das desculpas que damos a nós próprios para justificar as atitudes erradas da pessoa que amamos. Não é uma prova de amor: controlar o seu telemóvel, querer sempre saber onde está, com quem esteve, o que falou, não são ciúmes, controlar o que veste e a forma como fala com os seus amigos também não. É desconfiança, controlo, poder e invasão da sua privacidade.

Faça o que fizer, dê as provas de amor que der. É sempre pouco para ele, ou ela. E quanto mais ele quer, menos terá. E cada vez terá ainda menos. Não fique numa relação em que não exista confiança. Não permita que abusem de si.

Pense “Não! Mereço mais e melhor!”

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