Os “Jotas” – políticos do futuro e futuro com melhor política

Opinião de Nuno Miguel Gaspar, Secretário-geral da JSD do Cartaxo

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Os partidos políticos servem para fazer política em grupo, com indivíduos que partilham princípios, visões semelhantes e ideologias relacionadas com as práticas de governação conjunta que querem implementar.

As juventudes partidárias, conhecidas por “jotas”, para além da atividade política que se espera que exerçam em representação e defesa dos jovens, servem também de espaços de experimentalismo político e aprendizagem cívica e política para os jovens.

Será então nas “jotas” que os jovens experimentam a prática da política partidária, cientes da teoria da ideologia e dos princípios políticos associados a cada partido, bem como as boas práticas da cidadania ativa e participativa.

Desde logo os jovens das juventudes partidárias devem aprender que a política serve para servirem e não para se servirem. Por outro lado devem saber que a atividade política deve ser um modo de exercício da cidadania, não o único meio de a fazerem e muito menos como opção de emprego para toda a vida.

É fundamental que o jovem político tome consciência de que a sua formação e percurso profissional são fatores essenciais para o melhor desempenho político. É também essencial que os “jotas” saibam que a sua atividade cívica e de voluntariado em prol da sua comunidade deve ser permanente e contínua.

Nos partidos políticos tem de acabar o hábito de transformar as juventudes partidárias em distribuidores de brindes de campanha e abanadores de bandeiras.

São atuais, necessários e fundamentais os objetivos a alcançar pelas “jotas” – renovação de quadros, criatividade, inovação – mas o mais importante de tudo é o da necessidade de “boas práticas” para aproximar mais os jovens da política.

Mas aos “jotas” devem ser concedidos espaços de intervenção política, designadamente nas instituições democráticas do poder local. É um estímulo para o jovem político que irá contribuir não só para a sua melhor formação de base, mas também será factor de auto fixação na sua comunidade como elemento contributivo para a melhoria evolutiva da política e das suas instituições. Apostar nos jovens políticos é garantir a participação cívica para a melhoria da democracia.

Aos jovens do Concelho do Cartaxo deixo o meu forte apelo – a vossa participação política através das juventudes partidárias é fundamental para a melhoria da formação política dos jovens e criação e aperfeiçoamento das políticas para os jovens.

Às juventudes partidárias do concelho do Cartaxo deixo um desafio – com lealdade, verdade e criatividade abram portas à participação dos jovens de forma a aproximá-los da política e da democracia, para um futuro melhor.

 

Crónica publicada na edição de janeiro do Jornal de Cá.

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