A centenária Feira dos Santos está de volta ao Cartaxo

O certame prossegue este sábado, com destaque para os Prémios Cartaxo D'Ouro, organizados pelo Jornal de Cá e revista DADA, pelas as 22 horas, no Pavilhão Municipal de Exposições

Já está inaugurada a centenária Feira dos Santos, no Cartaxo. A inauguração aconteceu esta sexta-feira, 27 de outubro, ao final da tarde, sem a presença de governantes, mas com muitos cartaxeiros a acompanhar a cerimónia.

A inauguração aconteceu no Pavilhão Municipal de Exposições, onde está patente mais uma edição da Expocartaxo, que este ano conta com mais de uma centena de expositores. Mas já lá vamos…

A abrir as ‘hostilidades’, a Tuna da Universidade Sénior do Cartaxo deu as boas-vindas a todos quantos neste final de tarde se dirigiram ao Pavilhão Municipal de Exposições, a anteceder os discursos da praxe.

Augusto Parreira, presidente da Assembleia Municipal do Cartaxo, saudou a Tuna, referindo que a atuação serviu para “relembrar aquilo que são as nossas raízes com o melhor que nós temos, que é a música tradicionalmente nossa”.

“Tal como todas as feiras francas, também a nossa passou por dificuldades, ponderando-se, mesmo, o seu cancelamento, a sua extinção, como ocorreu aqui bem perto de nós”, prosseguiu. No entanto, houve a capacidade de dar a volta a esta situação menos positiva, e “hoje temos a Feira dos Santos com uma nova dinâmica. E uma nova dinâmica que mantém, ainda assim, a sua componente rural, a sua componente tradicional e a sua componente ribatejana”. Segundo este responsável, “isso só foi possível depois do forte investimento que se fez neste Pavilhão, que é o espaço privilegiado para promover o tecido empresarial da nossa região. Isso só foi possível depois de se ter reorganizado o espaço exterior onde funciona a feira franca”. Além disso, Augusto Parreira considera que a aposta na oferta cultural, com a prata da casa, também foi determinante para o sucesso que a Feira dos Santos hoje tem.

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Depois de uma avaliação muito positiva da edição do ano passado, com o mesmo formato, “este ano, é nossa convicção que as coisas vão correr, igualmente, com muita qualidade”, acrescentou.

“Temos, de novo, uma Feira dos Santos que nos orgulha a todos”, finalizou.

Presente na inauguração esteve, igualmente, uma delegação de Pucciosa, município romeno geminado com o Cartaxo. O vice-presidente da Câmara local referiu salientou que, apesar dos quase 4.000 quilómetros que separam as duas cidades, as relações entre elas estão cada vez mais fortes, em vésperas do 20º aniversário desta geminação, e deu os parabéns pela realização de mais uma Feira dos Santos.

A finalizar a parte protocolar desta inauguração, Pedro Ribeiro, presidente da Câmara do Cartaxo, salientou que “o nosso dever, ano após ano, é melhorar as condições da nossa Feira de Todos os Santos, melhorar as nossas condições para receber os nossos investidores, os nossos comerciantes, os nossos feirantes e as largas centenas de pessoas que todos os anos nos visitam”, aproveitando para reconhecer e agradecer o trabalho dos colaboradores do Município.

O autarca endereçou “uma palavra de lamento a muitos que tiveram de ficar de fora. Infelizmente, ainda não temos as condições que queríamos para poder receber mais gente, mas acho que isto também é um bom sinal”, acrescentando o certame “hoje é procurado a ponto de termos de deixar muita gente de fora”. A Expocartaxo conta, assim, com 106 expositores e a Feira dos Santos com 153 feirantes.

No que respeita ao certame empresarial, “o caminho está traçado, os resultados estão à vista e, portanto, os próximos anos vão ser de investimento na melhoria das condições do Pavilhão, na atratividade do melhor que tem a nossa terra, para que este certame continue a ser a mostra das nossas tradições”, garantiu Pedro Ribeiro.

Reconhecendo que o espaço onde se realiza a feira franca tem de ser requalificado, o autarca anunciou que “daqui a cerca de uma semana e meia, as obras nesta zona adjacente, as obras de requalificação deste acesso à escola vão ser uma realidade”. Obras que “também vão ser importantes como ‘pedra de toque’ para aquilo que nós queremos, que é requalificar todo o nosso terrado. Sabemos que não temos condições para que o investimento se faça à velocidade que nós desejávamos, mas tal como aconteceu nestes pavilhões, ano após ano, vamos planear intervenções para que também a Feira dos Santos acompanhe a dinâmica da Expocartaxo e cada vez mais se afirme pela qualidade da oferta, pela qualidade daquilo que tem para oferecer a quem nos visita e a todos aqueles que investem para estar aqui connosco durante estes dias”.

O autarca anunciou, também, o relançamento da marca ‘Cartaxo, Capital do Vinho’. Segundo disse, “sabemos que não há mais nenhuma oportunidade para fazer bem aquilo que correu mal no passado. E este é o primeiro passo que temos que assumir” e perceber tudo o que correu mal. “Este anúncio é um convite, é um desafio, para que todos aqueles que se dedicam ao mundo do vinho, mas também a todos aqueles que se dedicam ao nosso mundo rural, ao nosso folclore, à nossa etnografia, aos produtos regionais, aos produtos turísticos, que queremos fazer crescer na nossa terra, ao nosso património, à nossa cultura, à nossa excelente gastronomia, estão todos convidados para este enorme desafio que é relançar algo que é a nossa marca identitária, algo que está no ADN de cada um dos cartaxeiros de cada uma das freguesias, e que nós temos de aproveitar para ser catalisador, não apenas do mundo do vinho, mas de todo o mundo rural, para nos afirmarmos como Ribatejo”. Um projeto que depende da capacidade de mobilização da Câmara Municipal, mas também “do empenho de cada um de vós. Eu acredito profundamente que cada um de vós irá dedicar-se de corpo e alma para podermos levantar a nossa terra, relançar a nossa economia, captar mais investimento, criar mais riqueza e, acima de tudo, criar mais oportunidades de emprego”.

Paralelamente, há que valorizar o rio Tejo. “Temos que ser mais, temos que ser muitos nas manifestações, na nossa capacidade de reivindicação, de luta, de manifestação em defesa daquilo que é o nosso maior património”, disse Pedro Ribeiro.

Destaque, ainda, para a etnografia e folclore. “O Cartaxo teve a honra de ser escolhido pela Entidade de Turismo do Alentejo e Ribatejo para ser o Município que irá liderar a candidatura do Fandango do Ribatejo a Património Imaterial reconhecido pela UNESCO. É mais um trabalho onde todos temos de estar envolvidos. Não tenho dúvidas que na nossa afirmação de Ribatejo às portas de Lisboa este projeto irá, também, ter capacidade para atrair mais pessoas à nossa terra, despertar a curiosidade de todos por aquilo que são as nossas raízes mais profundas”, salientou.

A Feira dos Santos e Expocartaxo prosseguem este sábado, com destaque para os Prémios Cartaxo D’Ouro, organizados pelo Jornal de Cá e revista DADA, que vão distinguir cartaxeiros nas áreas da Cultura, Desporto, Sociedade e Economia. Os Prémios Cartaxo D’Ouro estão marcados para as 22 horas, no Pavilhão Municipal de Exposições.

Programa

15h: Workshop de dança pela CCVN – Comunidade Cristã Vinho Novo

15h30: Atelier Mini-Chef com a nutricionista Elisabete Duarte (Área de Educação e Juventude do Município do Cartaxo) no pavilhão interior

16h: Apresentação de coudelarias por Filipe Rodrigues no picadeiro interior

17h: Showcooking – Cook2wine no pavilhão interior

18h: Grupo de dança – CCVN – Comunidade Cristã Vinho Novo

19h: Espetáculo Lusitânia Equestre no picadeiro interior

22h: Prémios Cartaxo D’ Ouro – organização do Jornal de Cá e Revista Dada

21h30 às 23h: Escolinha equestre, com João Aguadeiro, no picadeiro interior

23h30: Largada de toiros no espaço da Feira

 

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