As crianças e os adultos

Por Gina Florindo

Nestes últimos anos, muitos são os estudos para tentar perceber estes novos Seres que têm nascido com capacidades diferentes. Crianças índigo, cristal, arco íris, vão sendo os nomes que lhes vão dando. Na realidade, são crianças que nascem com uma “nova versão”, novos Seres que nos vêm ajudar a ultrapassar este momento delicado da vida que estamos a passar, momento acelerado, momento de insatisfação, momento que toda a gente diz “as coisas estão diferentes, o tempo passa rápido”, entre outros comentários. Comentários de descontentamento em relação à mudança do Universo.

Crianças com capacidades excecionais, pondo em causa os sistemas instalados e protocolados como certos até então, quer a nível do ensino escolar, quer a nível da educação familiar, rompendo com todas essas estruturas.

Professores que não sabem o que fazer aos seus alunos, pais que não sabem o que fazer aos seus filhos. Comentários: “eles não param, eles não tomam atenção, eles não se entretêm com nada, eles têm adrenalina a mais”. Sim, é verdade, têm tudo isso. Crianças com novas estruturas de ADN, preparados para o novo momento, para lidar com aceleração do Mundo/Universo.

Reflita um pouco, já parou para pensar na evolução tecnológica dos últimos 30 anos? Como era o seu telemóvel há 30 anos? Possivelmente, não tinha. Se tinha, era das poucas pessoas que tinha. Internet, tinha? Possivelmente, não. Pois, na verdade, há quem defenda que nos últimos 30 anos houve uma evolução, uma rapidez maior que nos últimos 300 anos. Não somos separados de nada, somos todos Um, uma pequena centelha do Universo, as crianças não são exceção. Por natureza estão mudadas.

Estas crianças vêm fazer com que os sistemas mudem e se adaptem a uma nova energia. Os adultos têm dificuldade de ver isto em profundidade. Experimente ocupar tempo com a sua criança. Atenção, que isto não é uma crítica, este meu artigo tem como intenção ajudar na mudança. Criar maior ligação dos adultos com as crianças; não chegamos a lado nenhum se não o fizermos.

As crianças de hoje precisam que se lhes explique as razões do “não”. As respostas não podem ser “porque não”, tudo precisa ser explicado devidamente, a fim de eles entenderem.  Se quer que o seu filho seja arrumado, precisa de lhe mostrar a arrumação, se quer que ele não minta, precisa de lhe mostrar a verdade. Os pais e educadores têm de ser os primeiros a mostrar-lhes, a aprenderem.


Os pais precisam de ser elementos de referência na vida deles. Não vale o “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”. Estas crianças devem  ser educados com limites e não autoritarismo.


As novas crianças têm uma evolução espiritual muito especial, chegaram para abrir novos caminhos e, para isso, precisam questionar os caminhos antigos.

Não é fácil para os pais e professores, mas como terapeuta de crianças analiso que também para eles, crianças, não o é . Muita vezes, eles sentem-se como se ninguém os entendesse, daí vem a frustração e a agitação, até, por vezes, a revolta.

Deixo aqui um conselho: experimente a sentar-se no chão um pouco ao pé da sua criança, baixe-se sempre ao nível dele, para o ouvir. O adulto precisa de se colocar ao nível da criança, para que ela o olhe, olhos nos olhos. Aprenda a lidar com o seu filho. Os filhos não nascem com livros de instruções, precisam ser os pais a criarem esse livro.


Gina Florindo é Mestre de Reiki, Facilitadora de Cura Reconectiva/Reconexão, Numeróloga e Hipnoterapeuta

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