Assembleia acesa no Cartaxo

A Assembleia de Freguesia da União de Freguesias do Cartaxo e Vale da Pinta, realizada na quinta-feira, 10 de setembro, acabou mais cedo que o previsto.

Tudo, porque o executivo da União de Freguesias decidiu requerer a retirada de dois pontos da Ordem de Trabalhos, depois de grande discussão a propósito da falta de documentação de suporte.

A questão foi levantada logo no início da assembleia, no período antes da Ordem do Dia, pelos eleitos do PSD e da CDU, que se queixaram de ter recebido a documentação apenas à entrada para a assembleia, e não com as 48 horas de antecedência prevista na lei.

Os pontos em questão eram os pontos dois e três, “Autorização de celebração do Acordo de execução – Adenda 2015” e “Análise, discussão e aprovação do empréstimo financeiro pelo Executivo da União de Freguesias do Cartaxo e Vale da Pinta. Para deliberação”.

A retirada dos pontos acabou por ser aprovada por maioria, com a abstenção de Manuel Luís Salgueiro, eleito do PS, por este ter considerado, em declaração de voto, que a assembleia estaria em condições para discutir e votar a Adenda ao Acordo de execução.

No final, ainda antes do presidente da mesa, Jorge Nogueira – que não teve trabalho fácil -, encerrar os trabalhos, o presidente do executivo, Délio Pereira, lamentou toda esta situação, dizendo “a oposição PSD e CDU deram hoje um grande contributo para que se mantivesse o decréscimo de qualidade de vida dos cartaxeiros. Podíamos ter discutido e aprovado, porque o PS está em maioria, mas não é essa a nossa postura”.

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Pela bancada do PSD, José Augusto de Jesus insurgiu-se contra estas declarações, considerando que “o que acabou de dizer é do mais baixo. Desafio-o, enquanto presidente do PSD/Cartaxo e enquanto eleito nesta assembleia, a dizer publicamente que a oposição dificulta o seu trabalho, para eu lhe responder publicamente que a lei é para cumprir”. E continuou, aconselhando “traga a documentação, que o PSD aprova, porque confiamos que o senhor gere a freguesia com seriedade”.

José Augusto de Jesus terminou, pedindo a Délio Pereira que “reconsidere as suas palavras. Aquilo que acabou de dizer não é verdade”.

Pela CDU, o eleito Jorge Rosa declarou que “a CDU não vai ofuscar o seu trabalho. Deve evitar que estas situações aconteçam”.

Esta assembleia aprovou por unanimidade, por proposta da bancada do PSD, um voto de louvor pela forma como decorreram as festas em honra de Nossa Senhora da Graça, em Vale da Pinta.

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