Associados do Estrela Ouriquense pedem contas de 2015

 

Ainda não foi desta que se realizaram eleições para os corpos sociais do Estrela Futebol Clube Ouriquense. A Assembleia-Geral eletiva estava marcada para a noite desta segunda-feira, mas os poucos associados presentes não avançaram com qualquer lista concorrente.

estadio_estrela_ouriquense©Vitor_Neno

Carlos Albuquerque, um dos associados presentes e ex-presidente do clube, questionou como é que os sócios poderiam apresentar uma lista desconhecendo as contas de 2015 que, mais uma vez, não foram apresentadas à Assembleia.

Segundo o presidente da Assembleia-Geral, Carlos Martins, as contas serão apresentadas aos associados que pretendam apresentar uma lista concorrente, em reunião com o presidente da direção, que esteve ausente da Assembleia por motivos de saúde.

Os elementos da mesa asseguraram que as contas de 2015 já estão na posse do clube. Uma ideia contrariada por Carlos Albuquerque, que garantiu saber que os documentos relativos a 2015 não foram entregues à contabilista, e que “se não há nenhum documento entregue de 2015, não pode haver contabilidade”.

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Carlos Albuquerque frisou que “isso não pode ser assim. Têm de ser apresentadas, nem que seja numa folha de papel A4. Devo tanto ou não devo. Na última Assembleia vieram aqui para abafar não sei quem. A mim não me abafam. Hoje baldaram-se daqui para fora, aqueles sócios maravilha que apareceram para salvar a pátria, mas hoje não estão cá, nem vão cá aparecer enquanto isto estiver como está”. E continuou, dizendo que “está tudo preocupado com o problema Espírito Santo. O problema desta casa não é, não foi, nem nunca vai ser o Espírito Santo. O problema do Espírito Santo é a Câmara que tem de resolver”. “As pessoas têm de ter a noção daquilo que dizem. E afinal, quem foi leviano aqui foi a pessoa que me chamou leviano, que veio para aqui ofender e levantar suspeitas. Se quer misturar política nesta porcaria aqui, eu também sei misturar”, acrescentou.

Nuno Almas foi outro dos associados a tomar da palavra. Referindo-se à anterior Assembleia, “na altura, eu pensava que vinha aqui para um esclarecimento, que não era só um esclarecimento. Eu pensava que, perante o problema, iríamos ter aqui uma concertação de hipóteses para arranjar uma solução. Rapidamente percebi que não era isso que se vinha aqui tratar, antes pelo contrário, percebi claramente que vinha-se aqui para apontar responsabilidades”. Algumas das críticas de Nuno Almas vão direitas para o presidente da Câmara Municipal: “achei muito grave por em causa se um financiamento está refletido na contabilidade ou não. Acho que, no mínimo, sem ter elementos, só levantando a dúvida, é uma irresponsabilidade. Se o senhor presidente estava informado qual foi o fim para que ocorreu aquele empréstimo, se não estava informado foi irresponsável, se estava informado, para além de irresponsável, foi mal intencionado. E isso para mim é grave”.

Também o comportamento de alguns associados e pais de atletas mereceu reparo de Nuno Almas, já que considera que “está na altura de as pessoas começarem a perceber se querem resolver o problema ou não” e, “das duas, uma: ou deixaram de ser sócios, ou nunca foram sócios, ou não estão cá, porque as preocupações falam-se lá fora, que aqui, no momento certo, parece que só alguns, e são sempre os mesmos, que falam. Mas isto tem muita gente”, criticou.

A Assembleia-Geral foi, assim, inconclusiva. O ato eleitoral foi marcado para dia 26 de abril.


 

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