BE denuncia falta de segurança na Escola de Pontével

Chuvas intensas de novembro alagaram salas e atingiram instalações elétricas

Francisco Colaço, deputado municipal pelo Bloco de Esquerda (BE), denuncia a situação existente no Agrupamento de Escolas D. Sancho I, Escola Básica 2,3 de Pontével, em que salas de aulas e alguns corredores ficam alagados com as chuvas intensas.

De acordo com o deputado, o alerta foi dado pelos pais, após as últimas grandes chuvadas (no passado mês de novembro) que levaram à suspensão temporária das aulas naquela escola, devido à falta de condições de segurança. Tal como mostram as imagens enviadas por Francisco Colaço, para além dos espaços alagados, as chuvas intensas provocaram ainda danos nas instalações elétricas, na parte de iluminação e equipamentos.

“Tivemos oportunidade de constatar a perigosidade da situação… ainda escorria água do teto, e as salas estavam com vários baldes e outros recipientes para recolher a água, e em bastante más condições”, conta Francisco Colaço, depois de visitar a escola passados uns dias do ocorrido.

Em reunião com o diretor do Agrupamento, o deputado quis tomar conhecimento “das dificuldades de efetuar as manutenções necessárias, de limpeza, de correção de algumas fissuras e mesmo outras como o isolamento de alguns tetos, pavimentos e até algumas caixas de incêndio, que não possuem as respetivas mangueiras”, o que considera uma “grave falha de segurança”.

“Vemos com elevada preocupação a situação daquela escola, pela falta de segurança para os jovens alunos, para o desconforto, para a instabilidade de haver turmas que têm as suas salas impedidas de serem frequentadas e na morosidade demonstrada para a resolução da situação”, refere o comunicado do BE, que adianta que “a situação, entretanto, agravou-se na última quinta-feira depois da chuvadas fortes com turmas a ter aulas em salas onde os baldes estão a recolher a água que cai, salas repletas de humidade com óbvio prejuízo para todos, alunos e professores”.

“A transferência das responsabilidades do Estado Central para os municípios das manutenções periódicas e as estruturais de algumas escolas veio criar uma responsabilidade acrescida ao poder local, sobretudo agora que as verbas alocadas a essas tarefas já não vão diretamente para cada escola, mas antes para os municípios. Torna-se, pois, necessário que essas verbas sejam efetivamente encaminhadas para cada escola para que não aconteçam situações como a que ocorreu”, afirma o deputado do BE que lembra ainda que é “necessário uma regularidade de manutenção nos aspetos essenciais quando se aproximam as chuvas do Inverno”.

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Francisco Colaço tentou reunir com o executivo camarário para expor estas preocupações do BE, “mas tal não foi possível por terem faltado à reunião agendada”. Ainda assim, o deputado solicita “ao executivo camarário a rápida resolução da situação, com carácter de continuidade e atenção nas tarefas de manutenção e correção das anomalias detetadas e relatadas”.

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