Câmara do Cartaxo reivindica intervenções da Infraestruturas de Portugal

Pedro Ribeiro entende que já é hora de a Infraestruturas de Portugal intervir

O presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Ribeiro, está preocupado com a elevada sinistralidade registada no cruzamento de acesso à Lapa, Ereira e Pontével sul na Variante à Nacional 365-2, que liga o Cartaxo a Aveiras de Cima.

Pedro Ribeiro entende que já é hora de a Infraestruturas de Portugal intervir naquela ligação e, por isso, enviou um ofício ao presidente daquele organismo, António Laranjo, alertando para a elevada sinistralidade e a necessidade de intervenção.

Nesse ofício, o autarca recorda que “o Guia para a Elaboração de Planos Municipais de Segurança Rodoviária indica que, entre 2010 e 2016, se registaram neste local cinco acidentes com vítimas, com índice de gravidade 60”.

Pedro Ribeiro considera que a Infraestruturas de Portugal deve, “de imediato, proceder à remarcação da sinalização horizontal, muito gasta ou completamente impercetível em alguns troços”, bem como a construção de uma rotunda no local, “que promova a redução de velocidade e a consequente redução de acidentes causados por excesso de velocidade”.

Outra das reivindicações do autarca junto do presidente da Infraestruturas de Portugal é a “necessidade urgente de revisão e ulterior execução do protocolo já firmado entre o Município do Cartaxo, a REFER e a Estradas de Portugal”, para a alteração do atual traçado da via-férrea na zona de passagem de nível ao Km 60,09 e a modernização do atual apeadeiro de Santana/Cartaxo, localizado junto da passagem de nível agora existente.

Pedro Ribeiro afirma que “a construção de uma passagem superior à Linha do Norte é uma obra essencial à mobilidade no nosso concelho e é uma obra estruturante, no que respeita ao transporte rodoviário nacional”. O autarca explica que, “ao eliminar a passagem de nível em Santana, não só se assegura que a população de Valada não ficará isolada em altura de cheia e que o trânsito circula com uma segurança muito maior para a outra margem do Tejo, mas também se permite à CP poder tirar maior partido da remodelação da linha férrea, feita há anos, que permite velocidades de 220 km/h”.

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Para além da supressão da passagem de nível, esta obra implica a substituição da ponte rodoviária, cujo estado de conservação condiciona o tráfego rodoviário na EN3-3. Desta forma, Pedro Ribeiro defende “a elaboração de um novo protocolo conjunto”, que defina a comparticipação de cada entidade, “para que o lançamento de um novo procedimento de adjudicação da obra possa ser feito quanto antes, resolvendo um constrangimento rodoviário e ferroviário que será estruturante para o nosso concelho, mas também para a região e o País, já que falamos da principal ligação ferroviária nacional”.

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