Câmara pondera expropriação do Campo das Pratas

O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Ribeiro, reuniu com a direção do Sport Lisboa e Cartaxo, com vista a encontrar possíveis soluções para a questão do velhinho Campo das Pratas.

.Campo das Pratas, foto Vitor Neno

Recorde-se que, ainda recentemente, os advogados do proprietário do terreno informaram o advogado do clube que o contrato de aluguer do espaço não poderia ser firmado, ficando, por isso, todas as negociações suspensas, e voltando o processo, que parecia resolvido, à estaca zero.

Em causa, estariam algumas obras feitas no espaço que não estariam devidamente licenciadas.

Em reunião de câmara, realizada esta segunda feira em Vale da Pinta, Pedro Ribeiro revelou que a Câmara vai convocar o proprietário do terreno pela última vez, “porque poderá haver margem para acordo”. Se este acordo for de todo impossível, “a alternativa é classificar a área em sede de PDM como destinada à prática desportiva e avançar para a expropriação”, revelou o autarca.

Pedro Ribeiro reconheceu que grande parte das coletividades e associações do concelho não tem os respetivos equipamentos licenciados, mas esta é uma situação que o atual executivo tem vindo a regularizar. No caso do Sport Lisboa e Cartaxo no Campo das Pratas, “o proprietário não pode alegar desconhecimento, porque vive mesmo ao lado”. Por isso, considerou Pedro Ribeiro, “alegar desconhecimento para a não assinatura é tapar o sol com a peneira, é uma falsa questão na falta de qualquer outra. É mais uma areia na engrenagem”, rematou.

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Pelo PSD, o vereador Vasco Cunha acompanha as críticas e preocupações do executivo, lembrando que o PSD “desde o início, propôs a expropriação”, e que “parece que a outra parte não quer conduzir o processo a bom porto”. Numa altura em que já não existem muitas alternativas, disse Vasco Cunha, “se há alguém que não tenha muita vontade, creio que o município não deve fazer muito esforço nesse sentido”.

 

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