Tiago Moreira de Sá e Francisco Almeida Leite, candidatos ao Parlamento Europeu pelo Chega, e Rita Matias, vieram ao Cartaxo debater a Europa e dizer que o partido é europeísta, num colóquio sobre as eleições europeias, este domingo 19 de maio, no auditório da Quinta das Pratas.
O Colóquio com o tema “A importância das eleições europeias no nosso país”, promovido pela concelhia do Cartaxo, contou com a presença de cerca de cinco dezenas de apoiantes e militantes do partido Chega, foi bastante participado com os militantes a fazerem várias propostas de debate e perguntas à mesa, sobretudo nos temas da defesa e da imigração, política de migração, em Portugal e na Europa, e proteção de fronteiras.
Tiago Moreira de Sá, nº 2 da lista encabeçada pelo diplomata António Tânger Corrêa, professor universitário, especialista em Relações Internacionais, reforçou várias vezes durante a sua intervenção, que o Chega é um partido europeísta e pró Europa. Tiago Moreira de Sá, na anterior legislatura, foi deputado do PSD a convite de Rui Rio, anterior líder dos sociais-democratas, recusou ir na lista da Aliança Democrática, pelo Círculo de Lisboa, no inelegível 25° lugar, é agora candidato ao Parlamento Europeu pela lista do partido Chega.
Francisco Almeida Leite, falou das posições do CH sobre defesa e imigração e afirmou que o Acordo de Schengen “é para cumprir”, em resposta a Miguel Ferreira, eleito na Assembleia de Freguesia da União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta pelo CH, sobre a criação de um exército europeu, disse que “a posição do partido é a de ser contra”. O ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, defende a produção de armamento e a instalação da sede da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira em Portugal, “a sede da Frontex devia vir para Portugal”, atualmente a sede da Frontex está em Varsóvia, na Polónia, e apoia os países da UE e do espaço Schengen na gestão das fronteiras externas da UE e na luta contra a criminalidade transfronteiras.
Francisco Almeida Leite, integrou o Governo de Passos Coelho, quando Paulo Portas tutelava a diplomacia portuguesa, é o nº 4 da lista do partido Chega ao Parlamento Europeu.
Rita Matias, encerrou o colóquio, e a propósito de afirmações de António Tânger Corrêa, cabeça de lista do partido nestas eleições europeias, sobre a europa estar a ser substituída por causa de uma “imigração descontrolada e selvagem”, a deputada reafirma “sim, estamos a ser substituídos”.
Rita Matias, veio ao Cartaxo falar aos militantes do Chega, na sua intervenção afirmou que o arco-íris, “é um símbolo cristão e não de promiscuidade”, e que “já não nos sentimos livres para sermos quem somos” e, por isso, “temos de combater a agenda woke que está a destruir as nossas instituições e o nosso país”.
Luísa Areosa, deputada na Assembleia da República e deputada na Assembleia Municipal do Cartaxo pelo CH, na sua intervenção final disse serem necessárias “mais políticas de incentivo à maternidade”.
O colóquio terminou com uma visita ao Museu Rural e do Vinho do Cartaxo.
Em Portugal, as eleições europeias vão realizar-se em 9 de junho de 2024 e 21 eurodeputados portugueses vão ter assento no Parlamento Europeu.