Carsoscópio-Centro de Ciência Viva do Alviela

Milhares de pessoas já visitaram o Centro de Ciência Viva do Alviela, desde Dezembro de 2007. O sucesso deve-se às experiências que o Carsoscópio proporciona, entre elas, procurar morcegos numa gruta e uma viagem pela formação e evolução geológica da região

Integrado no espaço verde da Praia Fluvial dos Olhos de Água do Alviela, o Carsoscópio – nome que se deve ao facto do Centro se situar na mais importante região cársica do país, o Maciço Calcário Estremenho – é uma boa passeata para fazer em família e, de preferência, com os miúdos. Será, certamente, um dia bem passado na praia, e a conhecer melhor a evolução geológica da região, numa aventura proporcionada por simuladores, baseados em tecnologia cem por cento nacional.

A visita ao Centro de Ciência Viva do Alviela inicia-se, depois de uma introdução da guia, pela exposição interactiva preferida dos visitantes – o Geódromo. Trata-se de uma plataforma de realidade virtual, produzida pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria, que leva os visitantes numa viagem de 175 milhões de anos, desde o tempo dos dinossauros até ao século XXI, percorrendo algumas das estruturas subterrâneas actualmente conhecidas, que são responsáveis pelo transporte e condução de água à Nascente dos Olhos de Água do Alviela.

Depois dos voos e aterragens da viagem, é tempo de conhecer o Climatógrafo, que apresenta o ciclo da água a três dimensões. O filme mostra a influência do clima, nos 180 km2 da bacia de alimentação do Alviela, e permite contemplar a passagem das estações do ano e as diferenças que estas imprimem no curso da água. É uma visão tridimensional sobre a nascente dos Olhos de Água, formada por vários veios de água, e cuja origem continua um mistério.

«O Quiroptário exposição composta por um conjunto de módulos interactivos acerca da vida dos morcegos cavernícolas.»

Acaba o filme, tiram-se os óculos 3D e passa-se à experiência seguinte: comandar a meteorologia, através de protótipos interactivos, semelhantes ao equipamento habitual de medição dos parâmetros físicos do clima e da hidrografia da região. Com estes engenhos os visitantes podem provocar chuvas ou tempestades, e observar de perto as variações no caudal do rio.

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Também muito apreciado pelos visitantes, principalmente os mais novos, é o Quiroptário – exposição composta por um conjunto de módulos interactivos acerca da vida dos morcegos cavernícolas. A visita é sempre acompanhada pela guia, que transmite toda a informação conhecida acerca destes pequenos mamíferos voadores, insectívoros, que vivem de cabeça para baixo, aos milhares, em grutas e outros abrigos.

Aqui, para além de podermos ver os morcegos que saem para caçar à noite, através dos ecrãs que mostram imagens captadas nas grutas circundantes, este espaço permite mesmo experimentar as vivências dos morcegos quando estão no interior de uma gruta, improvisada. De entre as várias experiências que fazem o visitante sentir ‘na pele’ como vivem estes pequenos animais, nada melhor que ficar pendurado de cabeça para baixo, aumentar a capacidade de audição, guiar-se apenas pelo som ou partilhar um espaço ínfimo com mil acompanhantes. Existe, por exemplo, um capacete de orelhas enormes, que permite experimentar a audição dos morcegos. Para mais informações, consultar www.alviela.cienciaviva.pt.

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