Cartaxo vai ter quase 12 Km de ciclovias

O objetivo é ligar por ciclovia as zonas que concentram equipamentos educativos, desportivos, comércio e serviços

A Câmara do Cartaxo apresentou na terça-feira, 9 de outubro, o pré-projeto da rede ciclável da cidade, no âmbito do PAMUS (Plano de Ação para a Mobilidade Urbana Sustentável), numa sessão destinada aos habitantes da cidade, que encheram o salão nobre dos Paços do Concelho.

O pré-projeto foi apresentado pelo arquiteto Nuno Raposo, da equipa técnica que o está a desenvolver, começou por explicar que o PAMUS é um dos eixos do Portugal 2020 que, juntamente com o PARU (Plano de Ação para a Reabilitação Urbana), “são instrumentos financeiros e programáticos que despoletaram um conjunto de verbas para requalificar o espaço público dando primazia, no caso do PAMUS, à mobilidade ativa, a promover deslocações em modo pedonal, em modo ciclável, no fundo, alterar os padrões de deslocação que as pessoas têm hoje”.

Assim, assente na ideia que o Cartaxo “é uma cidade plana, com boas condições para andar de bicicleta”, este pré-projeto compreende a ligação da ciclovia já existente a outras, a construir, para além da já aprovada ciclovia projetada. Existirão ciclovias na Rua Serpa Pinto, Rua Batalhoz, na Rua Prof. Manuel Bernardo das Neves, nas Avenidas Mestre Cid e João de Deus, na Quinta das Correias e na Rua do Progresso, por exemplo. O objetivo é ligar por ciclovia as zonas que concentram equipamentos educativos, desportivos, comércio e serviços.

“Com isto não queremos dizer que a cidade vai passar a andar de bicicleta ou a pé. Queremos é que quem pode andar de bicicleta ou quem pode andar a pé o possa fazer, porque são menos pessoas que vamos ter a congestionar o trânsito no centro da cidade”, resumiu o arquiteto. Além disso, “queremos, também, que muitas pessoas se sintam estimuladas a fazê-lo, porque isso vai promover a sua qualidade de vida e vai concretizar o outro objetivo, que é descarbonizar o centro das cidades”, acrescentou.

Feitas as contas, serão 11,8 quilómetros de ciclovia na cidade, que irão custar cerca de 775 mil euros, dos quais apenas 575 mil estão já aprovados.

As ciclovias serão implantadas de formas diferentes. Nos locais onde a faixa de rodagem é bastante larga a opção é pela introdução de ciclovias segregadas, ou seja, “vamos fazer com que a circulação nas ciclovias seja separada do trânsito em geral”, explicou Nuno Raposo, adiantando que “são obras, geralmente, mais baratas, porque conseguimos mexer, muitas vezes, em apenas metade da via, não precisamos de mexer na via toda” e, “por outro lado, também nos permite manter o estacionamento que a rua já tem”. A introdução de ciclovias vai permitir, também, a arborização.

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Noutros casos, como a Rua Batalhoz, a circulação de carros e bicicletas far-se-á no mesmo espaço, com a introdução de sinalização vertical.

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