CDU apresenta-se como “uma força necessária no concelho”

O salão nobre da sede da União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta deu espaço à apresentação dos candidatos da CDU, na passada sexta-feira, 15 de setembro

Na passada sexta-feira, o salão nobre da sede da União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta Junta de Freguesia do Cartaxo deu espaço à apresentação dos candidatos da CDU aos órgãos autárquicos do concelho do Cartaxo, todos com o propósito de trazer uma maior intervenção, mais transparência na gestão autárquica e dar resposta aos problemas locais.

No Cartaxo, a CDU apresenta-se com uma equipa renovada que alia militantes e independentes, onde a presença dos mais novos é notória nas nossas listas.

José Barreto

A apresentação dos candidatos foi feita por Rute Carvalho, educadora de infância em Pontével, também ela candidata nestas eleições autárquicas, no quinto lugar das listas à Câmara Municipal do Cartaxo, pela CDU, tendo a seu lado José Barreto. O dirigente do PCP Cartaxo e membro do executivo da direção regional de Santarém do PCP foi o último a intervir, com a certeza de que “a CDU apresenta-se como uma força necessária no concelho e no País e alarga-se a milhares de cidadãos sem filiação partidária que reconhecem na CDU o seu percurso de trabalho, honestidade e competência e identificam a CDU como um projeto de intervenção”. No Cartaxo, “a CDU apresenta-se com uma equipa renovada que alia militantes e independentes, onde a presença dos mais novos é notória nas nossas listas. Orgulhamo-nos de ter listas candidatas a todos os órgãos autárquicos no concelho, atestando que a CDU é uma força viva e em crescimento no Cartaxo”, sublinha. Segundo o dirigente político, esta “é a prova de que os cartaxeiros reconhecem na CDU a credibilidade, a honestidade e a competência que caracteriza os seus eleitos”.

Depois de vários exemplos de autarquias lideradas pela CDU, com “uma gestão criteriosa e transparente dos dinheiros públicos”, como Loures, Grândola e Alpiarça, José Barreto afirma que “a CDU concorre a estas eleições com renovada esperança”, porque “é necessária uma política de transparência e de verdade no Cartaxo”, prometendo “mais intervenção para garantir a transparência no funcionamento da autarquia e para dar voz às reivindicações do povo e dar resposta aos problemas locais”.

CDU nas freguesias
Foi entre aplausos e ovações que todos os candidatos expuseram as suas propostas perante os militantes presentes nesta sessão pública da CDU, que marcou o arranque oficial da campanha eleitoral no Cartaxo.

Os problemas em Valada mantém-se depois da CDU ter deixado de ser poder.

Rogério Mendonça

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Rogério Mendonça, cabeça de lista da CDU à freguesia de Valada, foi o primeiro candidato a intervir, começando por lembrar os dois mandatos seguidos em Valada com a CDU no poder, assim como a sua posterior perda de influência, “essencialmente, pelas alterações da política agrícola”. Segundo Rogério Mendonça, “os problemas em Valada mantém-se depois da CDU ter deixado de ser poder”, tal como “as potencialidades de Valada continuam intactas e nada nem ninguém, nem de lá nem daqui do município, souberam ou quiseram olhar a sério para Valada e explorar aquelas potencialidades, essencialmente na área do turismo, mas também nas questões que constantemente se levantam e que é necessário resolver”. Contudo, o candidato garante que “a nossa influência mantém-se através da persistência e do levantar questões naquela freguesia”.

Uma das coisas que irei fazer será abdicar do meu vencimento, que é de 610.43 euros, para colmatar algumas necessidades e recursos.

Élia Marina Costa

Élia Marina Costa, candidata independente a Vale da Pedra, quer “inverter o estado lastimável em que se encontra neste momento a minha freguesia”, que diz estar “estagnada no tempo” e com uma população “saturada de promessas”. “Vale de Pedra é dos valepedrenses e as pessoas têm de começar a reivindicar os seus direitos”, considera a educadora social que promete “um projeto inovador, com políticas de proximidade e inclusão, apelando à participação e escuta ativa de forma a colmatar as necessidades da freguesia e dos seus fregueses”, com intervenção nas várias áreas: social; desporto, cultura e lazer; saneamento básico; ambiente; segurança e urbanismo, sublinhando a importância de “uma gestão rigorosa na Junta de Freguesia”. Mas a candidata vai mais longe, se vencer estas eleições, “uma das coisas que irei fazer será abdicar do meu vencimento, que é de 610.43 euros, para colmatar algumas necessidades e recursos porque, se calhar, com esse dinheiro poderemos contribuir para um outro posto de trabalho”.

Não vamos ser submissos ao interesse municipal que tem ajudado, em muito, a estrangular o desenvolvimento das freguesias.

Rodrigo Rodrigues

Rodrigo Rodrigues, candidato à União de Freguesias Ereira e Lapa, refere que “a candidatura da CDU à União de Freguesias Ereira e Lapa prende-se, no fundo, com a sequência do trabalho que tem vindo a ser feito pelo eleito da CDU na assembleia de freguesia e a constatação de uma total inércia, durante quatro anos, daquilo que foram as competências deste executivo em funções, que tem-se limitado, somente, a gerir pelos mínimos as duas freguesias e que tem criado ao longo destes quatro anos uma grande insatisfação da população da união de freguesias”.

O candidato adianta que uma das medidas a ser apresentada “será, sem duvida, a separação das duas freguesias”. Esta reversão, diz Rodrigo, “tem sido sempre a linha da CDU desde o início deste famigerado processo”. Para além disso e de outras medidas, o candidato comunista quer “manter escolas nas duas freguesias, porque só assim se consegue fixar ali algumas crianças e dar mais alguma vida e dinâmica, quer à Ereira quer à Lapa”, porque “nestes meios pequenos, fechar um escola é desertificar uma freguesia”. A finalizar a intervenção, “deixo aqui a certeza de que faremos tudo por tudo para melhorar a situação”, afirma o candidato, reforçando que “não vamos ser submissos ao interesse municipal que tem ajudado, em muito, a estrangular o desenvolvimento das freguesias”.

Fazer um esforço com a Câmara Municipal para alargar a rota do TUC à freguesia.

Artur Venâncio

O candidato a presidente da Junta de Freguesia de Vila Chã de Ourique, Artur Venâncio, realçou alguns problemas de Vila Chã de Ourique e destacou algumas das propostas da CDU como a limpeza da freguesia e dos caminhos vicinais e a retirada da cobertura de fibrocimento do mercado, assim como pretende “fazer um esforço com a Câmara Municipal para alargar a rota do TUC à freguesia” para ajudar, nomeadamente, as deslocações dos mais idosos à cidade.

A CDU em Pontével vai trabalhar com afinco, sempre para servir a população e nunca para nos servirmos dela.

Pedro Amorim

Pedro Amorim, candidato a presidente de Junta de Freguesia de Pontével, lembra que esta é a “freguesia com a maior população do concelho”, mas também “a mais assimétrica do concelho”, destacando entre os “muitos problemas Pontével, dois que urgem resolver: um deles é a questão da rede viária que está em mau estado, principalmente, os acessos principais da freguesia; e a outra é a grande assimetria que existe numa vila onde as coisas até nem andam muito mal e as restantes localidades onde nada anda”. O candidato promete que “a CDU em Pontével vai trabalhar com afinco, sempre para servir a população e nunca para nos servirmos dela”, esperançoso que “dia 1 de outubro cá estaremos para a luta e para conquistarmos a freguesia pela primeira vez”.

Descentralização do poder local tem de ser reposto às duas freguesias de Vale da Pinta e Cartaxo, esta lei terá de ser revogada ou dar a possibilidade ao povo de demonstrar a sua vontade própria.

Jorge Rosa

O candidato a presidente da Junta da União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta, Jorge Rosa, atual membro da Assembleia de Freguesia da União Cartaxo e Vale da Pinta, diz ser com “satisfação que eu estou aqui e é com todo o prazer que faço questão em representar todo o nosso coletivo que é a CDU”, revelando ter “um orgulho imenso em ser cartaxeiro” e estar “disponível para colaborar em boas soluções democráticas” em que “o povo tem de ser chamado a participar e fazer parte delas”. Entre as propostas da sua candidatura, destaca que a “descentralização do poder local tem de ser reposto às duas freguesias de Vale da Pinta e Cartaxo, esta lei terá de ser revogada ou dar a possibilidade ao povo de demonstrar a sua vontade própria”.

Mário Júlio Reis à Assembleia Municipal do Cartaxo
Chegada a vez do candidato da CDU à presidência da Assembleia Municipal do Cartaxo, Mário Júlio Reis fez uma pequena reflexão sobre o órgão autárquico a que se candidata, definindo-o como “o órgão de decisão do município” e, após um breve sorriso, ironiza, dizendo que “não estou a inventar nada, a Assembleia Municipal é o órgão de decisão do município: discute todas as competências do órgão executivo que é a Câmara Municipal”. Mário Júlio Reis esclarece esta questão, “porque me parece que na Assembleia Municipal do Cartaxo tem havido alguma confusão em relação a este processo”. Para o candidato, “tem sido um órgão de debate de vaidades, algumas pessoas gostam de estar presentes porque ali têm oportunidade de serem ouvidas, também tem sido um órgão de ‘sim senhor’ e de apoio às políticas do poder executivo”, o que para o ex-autarca é “corromper aquilo que é a vocação da Assembleia Municipal”.

A nossa função será dignificar a Assembleia Municipal com uma participação construtiva, com ideias, com aquilo a que eu chamo a pedagogia democrática

Mário Júlio Reis

Mário Júlio Reis diz que “com a nossa candidatura tudo faremos para inverter esta situação, na medida em que há um grande número de obrigações e competências que nos exigem uma concentração muito elevada incompatível com a situação atual, em que a Assembleia Municipal se resume à ação paciente do seu presidente pela Câmara”. Assim, continua, “a nossa função será dignificar a Assembleia Municipal com uma participação construtiva, com ideias, com aquilo a que eu chamo a pedagogia democrática, que é uma característica que eu encontro neste coletivo e que me fez ser de novo candidato”. E conclui: “estamos aqui com o mesmo espírito de todos aqueles companheiros que por aqui passaram antes: queremos servir a população do Cartaxo e nunca, evidentemente, servir-nos dela”.


À Câmara Municipal do Cartaxo

Orlando Casqueiro é candidato da CDU e inicia a sua intervenção lembrando que “nesta nossa equipa, no geral, há pessoas já com muitos anos de atividade nesta área e com muita competência para desempenhar as funções para que foram eleitos e de uma forma desinteressada”.

Sobre o programa concelhio, o candidato à Câmara diz que “foi fácil elaborar o nosso programa por duas razões: uma porque, de facto, há muita coisa para fazer e também a participação de muitos de nós que estamos aqui e de outros camaradas que participaram em reuniões e propuseram e conseguimos chegar a este texto que pretende, de uma forma realista, tentar responder o melhor possível às necessidades do nosso concelho”. Para o cabeça de lista à Câmara Municipal, “o nosso concelho está endividadíssimo e, na nossa perspetiva, é necessário fazer uma renegociação da dívida para que os impostos concelhios baixem e para que os encargos da própria Câmara também baixem”.

O nosso concelho está endividadíssimo e, na nossa perspetiva, é necessário fazer uma renegociação da dívida para que os impostos concelhios baixem e para que os encargos da própria Câmara também baixem.

Orlando Casqueiro

O candidato da CDU falou das zonas industriais, que a seu ver “estão todas engasgadas”, assim como da necessidade “de nos batermos por médicos de família, de nos batermos contra o encerramento das escolas e, depois, há pequenos mas grandes investimentos, como uma ciclovia entre Vila Chã de Ourique e Cartaxo, ou num passeio ribeirinho, na zona do Tejo, por onde passam centenas de pessoas por mês, a marcação de estradas e sinalização”, lamentando as pequenas obras que há por fazer que, “não sei se será por desleixo”, porque “agora de há 15 dias para cá a gente até vê que têm condições para as fazer, só que nas alturas devidas, de forma organizada e porventura até mais económicas, não as fizeram”. Orlando Casqueiro não deixa escapar outras questões, como o associativismo, a reabertura da estrada nacional 3, a negociação do preço do passe social da CP, a necessidade de rentabilizar os recursos da própria Câmara Municipal “que está a gastar imenso dinheiro com terceiros, com contratos de serviços” e a “batalha com a Cartagua”, afirmando ser “insustentável, incompreensível, intolerável aceitar que haja aumentos de água no valor de cinco por cento”, sendo necessário “negociar muito bem esta situação e muito rapidamente”. O candidato a presidente da Câmara do Cartaxo termina dizendo que “há muita coisa que se podia falar mais, porque infelizmente no nosso concelho não é fácil viver”.

De referir que na próxima sexta-feira, 22 de setembro, às 21h, a CDU estará no Centro Social de Vale da Pedra, para mais uma sessão de esclarecimento, com a presença dos seus candidatos aos órgãos autárquicos do concelho do Cartaxo.

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