Censos 2021: Início em abril, preferencialmente, via internet

O Instituto Nacional de Estatística (INE) recebeu cerca de 60 mil candidaturas a nível nacional durante o período de recrutamento de recenseadores para os Censos 2021, operação estatística que terá início em abril e será realizada, preferencialmente, via internet.

Findo o período de recrutamento de recenseadores, durante o mês de março, caberá às autarquias locais proceder à seleção dos candidatos que melhor se enquadram nos requisitos definidos, sendo os mesmos convocados para entrevistas de seleção.

Depois de escolhidos, os recenseadores vão adquirir o conjunto de conhecimentos necessários ao desempenho das suas funções nos Censos 2021, que terão início no próximo mês de abril e serão realizados preferencialmente pela Internet.

Censos 2021 em inícios de abril
O INE adianta que, a partir de 5 de abril, todos os alojamentos vão receber uma carta com a informação necessária para a resposta aos Censos 2021 pela Internet, distribuídas pelos recenseadores. Face ao contexto epidemiológico, o INE diz ter definido um plano de contingência para a realização dos Censos 2021, de modo a prevenir riscos para a população, recenseadores e demais colaboradores, bem como garantir a qualidade da execução da operação estatística, que contempla: uma estratégia que reforça a opção pela recolha de informação através da Internet, com apoio à população através de uma linha telefónica; a possibilidade da resposta telefónica dirigida essencialmente a grupos da população com maior dificuldade na resposta pela Internet ou impedidos de contacto presencial, nomeadamente por razões de saúde pública; e o cumprimento de um rigoroso Protocolo de Saúde Pública, que descreve as medidas de segurança a aplicar nos casos em que seja necessário o contacto presencial junto da população, seguindo as recomendações das autoridades de saúde pública.

“Ao longo de mais de 150 anos os Censos têm colocado à disposição da sociedade o maior retrato estatístico de Portugal. Os organismos públicos, as entidades privadas e os cidadãos em geral, reconhecem a utilidade da informação censitária, enquanto fator essencial para a planificação de serviços ou para a definição de políticas em áreas como a educação, a saúde, a habitação e o emprego”, lê-se na página do INE.