Centro Social Ouriquense assegura que não pôs o Rancho na rua

Humberto Ribeiro, assegura que “o Rancho tem onde ficar, não é sem-abrigo"

O Rancho Folclórico “Os Campinos” de Vila Chã de Ourique encontra-se desalojado, disse Paula Abade, elemento do Rancho, na reunião de Câmara de segunda-feira, 15 de janeiro, realizada no salão da Junta de Freguesia de Vila Chã de Ourique.

Segundo disse, “é com muita indignação e tristeza, principalmente, que digo que o nosso Rancho é um sem-abrigo. Ao longo dos anos, andamos com a casa ‘às costas’ constantemente, e agora, ao fim de tantos anos de andarmos a pagar uma renda mensal no Centro Social Ouriquense, voltamos a não ter alojamento. O Centro Social alega que estragamos o palco e que temos de arranjar uma proteção para o palco”.

Helena Góis, presidente da direção do Rancho, desvaloriza as declarações de Paula Abade, e afirma que a direção de nada sabia. “Em relação àquilo que a Paula disse – e ela disse-o muito bem, as palavras é que podem ter sido infelizes – o Centro Social Ouriquense interpretou como se nós tivessemos dito, neste caso, a Paula, e a Paula é individual, a direção não teve conhecimento, sequer, que a Paula vinha a esta reunião de Câmara”.

As acusações de Paula Abade são refutadas pelo Centro Social Ouriquense. Humberto Ribeiro, presidente da direção, diz ter “ficado um bocado chateado com esta notícia, porque é das mais puras mentiras que eu tenho ouvido sobre o Centro Social”. Este responsável assegura que “o Rancho tem onde ficar, não é sem-abrigo, tem a sua sala sempre disponível, tem a sua chave das instalações para se servir quando quer e lhe apetece, tem local para ensaiar, não ensaiam lá porque eles não querem”.

Vasco Casimiro, presidente da Junta de Freguesia de Vila Chã de Ourique, diz ter também estranhado as declarações de Paula Abade em reunião de Câmara, salientando que “são declarações da Paula, não são declarações nem do Rancho nem do Centro Social, e que valem aquilo que valem”, destacando a necessidade de entendimento entre as coletividades e o Centro Social, “no sentido de arranjarem soluções para conseguirem estar lá”.

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