Deputados questionam investimentos no Cartaxo e Vale da Pinta

Délio Pereira, presidente da União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta, apresenta alguns dos investimento previstos para 2018, na assembleia de apresentação do orçamento, sob forte escrutínio da oposição. Entre outros investimentos, na sua maioria em ações já a decorrer, a videovigilância e os acessórios para trator chamaram a atenção da coligação Juntos pela Mudança (JPM).

No âmbito da passada Assembleia da União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta, que tinha como um dos pontos da ordem de trabalhos a análise, discussão e votação do orçamento – grandes opções do plano e mapa de pessoal, foram muitas as dúvidas esclarecidas pelo presidente Délio Pereira, a pedido, nomeadamente, dos eleitos da JPM.

Entre os vários esclarecimentos aqui solicitados pela oposição e, posteriormente, prestados pelo presidente da Junta, ficámos a saber que está prevista a aquisição de acessórios para o trator que, por um lado permitem poupar “na despesa e desgaste” de outros equipamentos já existentes e, por outro, poder prestar alguns serviços e ter aqui também “uma fonte de receita”. A questão já havia sido referida por Paula Almeida e Silva e seria trazida, posteriormente, por Pedro Mesquita Lopes (ambos eleitos JPM) que questiona o presidente da Junta sobre “a aquisição de acessórios para tratores, em 2018, com uma verba de dois mil euros, e em 2019 também, acessórios para trator com uma verba de nove mil euros”.

Délio Pereira responde que “isso poderá ser a nossa intenção de adquirir algumas alfaias ou acessórios para o trator”, explicando que “gostávamos de ter um reboque basculante para atrelar ao trator para fazer alguns desaterros. É necessário porque a nossa carrinha tem sido bastante sobrecarregada porque é a única que temos com essa funcionalidade, que é descarregar por si mesmo os inertes que, certamente, nos daria aqui um grande apoio naquilo que é o transporte dos inertes”. O presidente refere ainda que “caso seja possível, gostaríamos de adquirir um acessório para acoplar ao trator que serve para desmatar algumas zonas”, trabalho que, diz o presidente, “nos é solicitado, com alguma frequência, até por parte dos nossos fregueses”. Os serviços solicitados e prestados pela União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta, de desmatação e de transporte de resíduos, só não são mais porque “não temos tempo, somos poucos trabalhadores e temos uma área grande para manter”. No entanto, conclui, “com o tempo se criarmos condições pode também aqui haver uma fonte de receita”.

Uma outra das questões colocadas pela bancada da JPM foi o investimento previsto na instalação de um sistema de videovigilância, com uma verba de seis mil euros. “Onde é que fica e que investimento é este?”, perguntou Pedro Mesquita Lopes. Délio Pereira respondeu que é um investimento no sistema de videovigilância do multibanco que se encontra nasede da Junta de Freguesia de Vale da Pinta “que está obsoleto, nem sequer funciona”. Segundo o presidente deu-se conta desta situação após o pedido de filmagens dessa câmara de videovigilância pela polícia judiciária para identificar os presumíveis autores de assaltos naquela zona que, segundo testemunhas, terão sido vistos naquela caixa de multibanco e, “de facto constatámos que o sistema já não grava e já não tem as condições necessárias”. Para além deste local, a União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta pretende ainda colocar um sistema de videovigilância no estaleiro, de onde, conta o presidente, “foram subtraídos três motosserras e uma roçadora, em pleno dia, portanto há uma necessidade de também ali colocar um sistema de videovigilância e melhorar a iluminação”, também para prevenir a intromissão de estranhos.

No decorrer de várias dúvidas e explicações, no sentido de melhor esclarecer melhor esta assembleia sobre o orçamento apresentado, o presidente da Junta explicou ainda que, no âmbito da rubrica ‘instalações de serviços’, com uma verba atribuída de mil euros, “nós temos previsto, ou melhor, gostaríamos de gastar na requalificação da nossa garagem – aquela cozinha que foi falada na campanha eleitoral, de que supostamente a Junta de Freguesia tinha uma cozinha muito sofisticada que a oposição não sabia para o que seria… Essa cozinha nunca foi feita. O que existe lá é uma garagem ampla, aberta, com uns balcões em madeira e lavatório em alumínio e uns armários em madeira, já do tempo do sr. Salgueiro, onde os funcionários comem e lavam a loiça”, explica o presidente, acrescentando que “nós nunca lá fizemos obras”. Délio Pereira diz que “há, certo, uma vontade nossa de melhorarmos a garagem e dividirmos a mesma e aproveitar aquele espaço para fazer a ampliação do arquivo, melhorar os sanitários, melhorar o espaço do refeitório e, ao mesmo tempo, fazer um corredor de acesso pela parte de trás às instalações para facilitar o acesso das pessoas com mobilidade reduzida”, ainda que neste último caso tenha havido, segundo o presidente, uma proposta por parte da oposição para a colocação de um ascensor na parte da frente do edifício. “Tudo isso está equacionado e é também nossa intenção melhorarmos essa parte, mas não sabemos se vamos conseguir concretizar, ou não. Isto são tudo perspetivas, são previsões”, conclui.

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Como já lhe havíamos dado conta, o orçamento da União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta para 2018 foi aprovado, por maioria, com sete votos a favor da bancada do Partido Socialista e seis abstenções das bancadas da coligação Juntos pela Mudança e da CDU, na passada segunda-feira, 18 de dezembro.

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