É carnaval, ninguém leva a mal

Os próximos dias de fevereiro são de folia! O Carnaval está aí a chegar e, como de costume, a festa faz-se com máscaras e paródias, mais ou menos, provocatórias, durante pelo menos três dias

A história conta que o Carnaval é, exclusivamente, um período de festas profanas e de divertimentos entre os Reis e a Quaresma, com o seu auge nos três dias anteriores à Quarta-feira de Cinzas, antes das abstinências e prescrições que marcam a Quaresma.

No calendário cerimonial anual português, o Carnaval é um importante ciclo festivo com destaque nos meios urbanos, mas mantendo ainda características muito próprias nos meios rurais tradicionais, com rituais mais ou menos comuns em todo o País, à exceção dos cardadores de Ílhavo, das danças de Carnaval na ilha Terceira, Açores, e dos caretos no nordeste transmontano, com máscaras e trajes exuberantes que, de chocalhos à cintura e vara na mão, saem às ruas com o diabo no corpo e correm, saltam, dançam, perseguem as raparigas solteiras e intimidam visitantes.

De norte a sul, o País sai à rua, mascarado a rigor, para dar rédea solta à alegria e folia e celebrar o Carnaval, onde entram cabeçudos, matrafonas e foliões, durante três dias. Dos mais conhecidos de Portugal, destaque para os carnavais de Loulé, Ovar, Torres Vedras, Canas de Senhorim, Madeira, Alcobaça ou da Mealhada, alguns deles trazendo à mistura tradições importadas (do Brasil, com as escolas de samba, ou as belas máscaras e fantasias de Itália), espontaneamente assimiladas pelos foliões portugueses e perfeitamente enquadradas no carácter de liberdade e animação popular. Também é comum usarem-se máscaras, exibirem-se e queimarem-se bonecos de tipo burlesco, com carácter jocoso, como nas paródias aos enterros, e fazem-se sátiras de acusação e provocação humorística, em desfiles e festas, onde a folia permite (quase) tudo.

O Cartaxo não é exceção, havendo todos os anos desfiles nas ruas da cidade, onde participam crianças, jovens e adultos, com divertidas indumentárias, preparadas, na maioria dos casos, com a ajuda dos professores e técnicos de acompanhamento das diferentes instituições do concelho. Mas também é costume haver várias festas de máscaras, organizadas pelas coletividades do concelho, onde miúdos e graúdos se divertem à grande, ao som de música animada e em que, nalguns casos, se fazem concursos de máscaras.

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