É tempo de vindimas

Opinião de Frederico Guedes

Como Cartaxeiro de quarta geração não poderia ficar incólume ao convite que me foi endereçado pela editora deste projeto jornalístico tão ambicionado como necessário, do qual o nosso Concelho tinha ficado órfão.
Apesar de ser um indivíduo que nos estudos virei sempre para as ciências sem nunca ter tido a apelidada “queda” para as letras, reagi afirmativamente para opinar numa crónica mensal transpirando o meu bairrismo.
Navegando no dia a dia num mar de “negativismo” e “pessimismo” pelas ondas da crise financeira no nosso país e na nossa terra, irei tentar focar mensalmente situações de cá dentro de um critério crítico construtivo, procurando alertar para factos negativos mas acima de tudo enaltecer os positivos, acreditando no dia de amanhã e que o nosso concelho tem um futuro bem mais risonho.
Neste primeiro texto indicado para o mês de outubro teria sempre que vincar umas breves linhas dedicadas às vindimas onde, na minha adolescência, recordo belos dias de trabalho onde se ganhava uns belos e convenientes escudos e onde se juntavam vitivinicultores à porta da minha loja esperando ansiosamente os resultados das análises dos seus néctares, dependendo daí, muitas vezes, o equilíbrio financeiro anual, tal era a dependência nessa monocultura no nosso Concelho.
Dezenas de vezes ouvia o comentário do meu pai perante os lamentos da crise: Dificuldades? Dificuldades eram quando as carroças paravam à frente da minha loja e alguém perguntava: “Oh Sr. Guedes posso-lhe pagar as análises depois de vender o vinho?…”
Hoje nos nossos dias não posso deixar de enaltecer com orgulho o excelente trabalho e consequente qualidade da nossa Adega Cooperativa que tem exportado os seus vinhos pelos cinco cantos do mundo, divulgando o nosso país ao melhor nível. Basta referir que no seu 60º Aniversário já lhe foram atribuídas vinte medalhas em concursos nacionais e internacionais principalmente na sua linha ‘Bridão’.
Não quero finalizar esta crónica sem deixar de lançar um alerta para os nossos comerciantes e cidadãos. No passado dia 4 de Setembro, pela terceira vez, andei a perseguir um indivíduo que aparece no Cartaxo para efetuar furtos em várias lojas, em intervalos de vários meses. O indivíduo aparenta quarenta anos, de raça negra com uma crista de cabelo curto, com cerca de 1,75m. Já o apanhei em flagrante na minha loja, onde foi agredido várias vezes mas pelos vistos não tem receio e apareceu novamente noutras casas comerciais da Rua Batalhoz, com queixas dos seus proprietários. Se o virem telefonem logo à PSP que já têm estas indicações e apesar da sua competente ação tem chegado demasiado tarde.
Com os melhores cumprimentos D’aki, nem são de lá, nem dali, são de Cá.

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