Edição de setembro

Editorial

Chegados a setembro a vida entra novamente nos eixos. Começa a escola e os horários mais apertados para que o dia a dia se faça sem atrasos, dentro da rotina. Mas a entrada nesta normalidade custa sempre um bocadinho, aos pais e aos filhos, que a partir deste mês voltam a ter que conciliar boleias, horas de almoço e fins de tarde apressados para não faltar às atividades extracurriculares e pós-laborais. Os dias voltam a encher-se de compromissos e afazeres e quando ainda tudo acabou de recomeçar já se sente saudades dos dias de férias.

É sempre assim. E não tardará para todos começarem a pensar no Natal e, antes disso, na Feira dos Santos. Pelo meio começam as preparações para os dias mais frios, com as roupas de inverno a substituírem as peças leves de verão e a escolha por ambientes mais quentes que tragam mais conforto aos dias. Volta a comida de conforto, com as sopas e as comidas de tacho a serem preferidas à mesa e o chá, o café ou o chocolate a aposta nos momentos de lazer. Trocam-se as esplanadas pelo conforto do sofá, com a mantinha amiga a fazer companhia, aos fins de semana, enquanto se lê um livro, vê um filme ou dorme uma sesta.

A vida continua e, aos poucos, já ninguém se lembra dos dias na praia ou no campo, debaixo de um sol tórrido. É mesmo assim. Agora é tempo de nos despedirmos do verão e darmos as boas vindas ao outono e, depois, ao inverno.

Há sempre um recomeço. Infelizmente, este será um recomeço diferente por não podermos contar com a presença de um grande cartaxeiro que nos deixou em pleno mês de agosto e de quem nos despedimos para sempre. Deixamos aqui a nossa homenagem ao Pedro Batista que tanto nos ensinou a todos e cuja existência ajudou a quebrar preconceitos. Como disse o presidente da Câmara, João Heitor, o Pedro “mostrou-nos que a Cultura se concretiza de muitas e diversas formas, que nada nem ninguém exclui, que a todos agrega e entre todos cria pontes de liberdade e aceitação”. A melhor forma de recomeçarmos este novo ciclo é fazê-lo como o Pedro sempre fez: “com delicadeza e com um sorriso genuíno”.


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