Eleitos no Cartaxo aprovam contas do 1º semestre

 

A informação semestral da situação financeira do Município do Cartaxo aponta para um passivo inferior ao registado em 31 de dezembro de 2012.

Os dados foram apresentados em reunião extraordinária, esta terça-feira, pelo vice-presidente e responsável pelas Finanças da autarquia, Fernando Amorim, “aproximadamente dois milhões de euros, assim como o exigível a curto prazo e a médio/longo prazo, que há uma referência, se compararmos com o primeiro semestre de 2015, temos o passivo, em termos de períodos homólogos, subiu cerca de 700 mil euros, mas também em períodos homólogos, o saldo das disponibilidades, que era de 536 mil euros em 2015, neste momento, o saldo é de 2.000.063. Isto significa que se nós pegássemos nos dois milhões e pagássemos os 700 mil euros, o passivo, praticamente, mantinha-se”, explicou, adiantando que optaram por não o fazer, porque “não estamos a arriscar, também para dar alguma segurança, alguma liquidez, para que o Município consiga cumprir os compromissos a curto prazo”.

Para além da diminuição do passivo e do saldo das disponibilidades, há a registar, segundo o autarca, “os meios libertos que o Município está a conseguir gerar, que neste primeiro semestre foram de cerca de três milhões”, os resultados líquidos, “que desde 2010 não eram positivos. Foram positivos em cerca de 590 mil euros. Só há um resultado superior a este em 2008”, o prazo médio de pagamentos, que está em 129 dias, ou os fundos disponíveis, que “em janeiro de 2014 eram de 36 milhões de euros negativos. Atualmente, são 20,7 milhões”, entre outros.

O vereador Vasco Cunha, do PSD, teceu algumas considerações sobre este documento. Segundo constatou, “a dívida, hoje, é maior do que era há um ano. De notar, ainda, e tem a ver com o serviço da dívida, e particularmente com os juros, estas contas ainda não demonstram a razoabilidade que pode ter uma taxa de juros diferente, aplicada aos números que o Município apresenta, e a esperança que temos é que, futuramente, em outras prestações de contas, provavelmente, já não neste mandato, seguramente que a alteração de juros pode ter na prestação de contas da Câmara”.

Paulo Varanda, vereador eleito pelo Movimento Paulo Varanda, considerou que poderão ser introduzidas melhorias na previsão das receitas arrecadadas pelo Município, uma vez que as previstas e as efetivamente arrecadadas são sempre de valores diferentes.

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E acrescentou que “apesar do reconhecimento de que tem sido feito esforço, ele fica aquém daquilo que são as ambições espelhadas nas deliberações tomadas aqui em Câmara e em Assembleia Municipal, para, de facto, darmos solução aos problemas do Município. Passaram três anos deste mandato, não tarda, temos outro mandato aí à porta, e certamente, face a esta janela de tempo e oportunidade, começa a ficar escasso para, de uma forma estrutural, o problema ser resolvido”.

Por tudo isto, “apesar de vermos, de facto, indicadores que são animadores, também nos parece que são bastante tímidos”.

Os documentos foram aprovados por maioria, com as abstenções dos vereadores do Movimento Paulo Varanda e PSD, e serão remetidos à Assembleia Municipal, marcada para esta quinta-feira, em Vale da Pinta.

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