Eleitos no Cartaxo aprovam criação de Arquivo que já existe

 

Os vereadores do PSD na Câmara do Cartaxo apresentaram uma proposta para a criação e institucionalização do Arquivo Municipal do Cartaxo e do Arquivo Histórico do Município do Cartaxo, debatida na reunião de Câmara desta segunda-feira, 6 de junho.

cmc

O presidente do Município, Pedro Ribeiro, começou por admitir uma falha, já que “não fui pondo ao corrente o executivo camarário do trabalho da equipa do Arquivo Municipal”, que se iniciou em janeiro de 2014, de forma voluntária.

Esta equipa de três pessoas (Maria Manuel Simão, Zelinda Pego e Helena Félix) já tratou todos os documentos relativos ao concelho até finais do séc.XIX. Agora, Filipe Rato vai substituir Maria Manuel Simão na equipa de trabalho.

“Eu tinha a obrigação de transmitir isto, sob pena de agora estarmos aqui a deliberar a criação de algo que já está no terreno”, acrescentou.

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O vereador Vasco Cunha, do PSD, explicou que a ideia de criação do Arquivo Municipal “vai um pouco mais além do que aquilo que o presidente aqui nos deixou. Há três dimensões que estão na proposta: uma primeira, que tem a haver com o Arquivo quase morto, ou morto, do Município, aquele que muito poucas vezes ou quase raramente é passível de consulta; depois, há uma outra dimensão, que é um Arquivo mais recente, de utilização corrente até de gestão documental que o Município tem, que tem a haver com as contas, com as relações institucionais com outros órgãos, coisas que são impossíveis de passar para um Arquivo definitivo e que continuam na vida normal do Município; depois, há uma terceira dimensão, essa sim que vai para além do Arquivo Municipal, que é aquilo que nós designamos, na proposta, como Arquivo Histórico Municipal, que essa sim, tem a haver com esse trabalho que tem sido desenvolvido por essa equipa e que se destina, sobretudo, à salvaguarda, à memória de muito do que foi aquilo da história do Município do Cartaxo”.

“Não é propriamente uma proposta feita ‘à mata-cavalos’ para ser aprovada hoje e abrir as portas amanhã, tem aqui o tempo necessário, tem aqui os meios que julgamos necessários para poder, no próximo ano que está pela frente deste mandato, se poder fazer o trabalho de casa para o Arquivo Histórico Municipal, a tal terceira dimensão, um dia poder ter as portas abertas para quem quiser consultar documentação”, acrescentou o autarca.

O presidente do Município referiu que “esta proposta faz-me lembrar duas propostas que o PSD já aqui nos trouxe: estávamos nós em negociações com a associação de Casais Lagartos para um contrato de comodato, recebemos uma proposta para, em vez de ser a Câmara, diretamente, a dar à associação de Casais Lagartos, dar à Junta para a Junta dar à associação; e tinha a Câmara acabado de fazer um ofício para as coletividades do nosso concelho, para darem sugestões para a criação do Conselho Municipal do Associativismo e, passado uma semana ou duas, o dr. Vasco Cunha vem propor a criação do Conselho Municipal do Desporto. E estando o Município a trabalhar, e até teve oportunidade de visitar as instalações, para instalar o Arquivo, vendo que a Câmara está lá a fazer o Arquivo, vem propor que a Câmara faça lá Arquivo. Sinceramente, não percebo o sentido desta proposta, do ponto de vista da consistência”.

“Essa é a sua avaliação e eu não vou ligar rigorosamente nenhuma. Sabe porquê? Eu percebo que o presidente fica incomodado quando chega aqui a oposição e apresenta propostas e as propostas até fazem sentido de serem aprovadas”, respondeu Vasco Cunha.

A proposta foi aprovada por maioria.


 

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