Encerrada a circulação rodoviária na Ponte de Santana

A Câmara Municipal do Cartaxo encerrou a circulação rodoviária da Ponte de Santana. A decisão foi aprovada por unanimidade, esta sexta-feira, na reunião de Câmara.

A Câmara Municipal do Cartaxo encerrou a circulação rodoviária da Ponte de Santana. A decisão foi aprovada por unanimidade, esta sexta-feira, na reunião de Câmara.

A gravidade do estado da infraestrutura, que liga duas freguesias do concelho – Vila Chã de Ourique e Valada, relatada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), foi decisivo para a deliberação unânime quer de todas as forças de segurança, entidades e eleitos locais que integram a Comissão de Proteção Civil, quer dos vereadores do PSD e do PS – as duas forças políticas representadas na Câmara Municipal.

O relatório de inspeção do LNEC, que dá conta que as “anomalias comprometem a resistência da ponte, afetando assim a sua segurança estrutural“ e recomenda que “deva ser encerrada ao tráfego por não reunir as condições de segurança necessárias.”

O presidente da Câmara Municipal destaca a importância que a ligação tem para a população de todo o concelho e para as empresas, instituições e explorações agrícolas das freguesias de Vila Chã de Ourique e Valada, mas também para a mobilidade na região.

João Heitor refere que o município tem efetuado diligências junto da administração da Infraestruturas de Portugal e do Ministério das Infraestruturas para que seja construído o novo Viaduto de Santana, com a consequente supressão da passagem de nível.

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O presidente da Câmara destacou que o relatório do LNEC vem certificar a convicção da autarquia de que a construção de uma nova travessia rodoviária em Santana, sobre a Vala da Azambuja, é a única solução que pode trazer segurança à população, para além dos enormes ganhos económicos para a região, referindo-se ao facto de o relatório técnico afirmar que “das soluções possíveis para restaurar a circulação do tráfego, no local da ponte, com as necessárias condições de segurança, a única que é adequada consiste em fazer o cruzamento desnivelado da Linha do Norte e o atravessamento do vale da Vala da Azambuja”.

João Heitor deu conhecimento que na última reunião de trabalho com a administração central, que decorreu no dia 5 de fevereiro, quer o Secretário de Estado das Infraestruturas, quer a Infraestruturas de Portugal, afirmaram que a obra é prioritária e que o financiamento para a construção do novo Viaduto de Santana vai integrar o 1º aviso de candidatura no PRR (Plano de Recuperação e Resiliência português) para intervenções na Linha do Norte, assim como, que pelo facto de o projeto técnico já se encontra concluído, após financiamento, a obra será lançada a concurso público.

Fernando Amorim, vereador do partido Socialista, referiu que este assunto tem sido tema desde 2002 em todas as campanhas eleitorais, “não há político do distrito que não tenha tirado uma foto na ponte de Santana”. O vereador referiu que a monotorização da ponte tem sido feita desde 2014 e disse ainda que “não podia estar mais de acordo com o presidente”. Os vereadores do PS consideram que tendo em conta os relatórios do LNEC, que dão conta do mau estado da ponte, o seu encerramento é necessário e que a “prioridade da Câmara Municipal deve ser a segurança da população”. Contudo, Fernando Amorim deixa algumas recomendações na declaração de voto do PS, nomeadamente estudar a possibilidade da construção de uma infraestrutura provisória até que o novo viaduto de Santana seja construído.

 

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