Epidemia do século XXI

Considerada uma das epidemias da atualidade, a obesidade não escolhe idades. Provocada, na maioria dos casos, pelo sedentarismo e por dietas ricas em gorduras, esta doença crónica resulta em elevadas taxas de mortalidade

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Caracterizada pelo excesso de gordura corporal acumulada, a obesidade é considerada uma doença crónica, com grande prevalência nos países desenvolvidos. Atinge homens e mulheres de todas as idades, sendo as crianças um dos grupos de maior risco.

Esta doença reduz a qualidade de vida, acarreta múltiplas consequências graves para a saúde e resulta em elevadas taxas de morbilidade e mortalidade, sendo ainda uma doença que, socialmente, leva à discriminação educativa e laboral, provocando o isolamento, a depressão e a perda de auto-estima.


diet-398613_1280O excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia despendida. Os factores que determinam este desequilíbrio são complexos e podem ter origem genética, metabólica, ambiental e comportamental. Tem como principais factores de risco a dieta hiper energética, com excesso de gorduras, de hidratos de carbono e de álcool, aliada a uma vida sedentária, que levam à acumulação de excesso de massa gorda.

«Uma dieta alimentar equilibrada e uma atividade física regular são os principais ingredientes para evitar problemas de obesidade»

Como resultado, traz problemas ao nível do sistema cardiovascular, como a hipertensão arterial, aterosclerose, insuficiência cardíaca e angina de peito. Provoca ainda complicações metabólicas, alterações de tolerância à glicose, diabetes tipo 2, gota; problemas no sistema pulmonar, como a dispneia (dificuldade em respirar) e fadiga, síndroma de insuficiência respiratória do obeso, apneia de sono (ressonar) e embolismo pulmonar. Como se não bastasse, pode ainda provocar distúrbios no aparelho gastrointestinal (a nível hepático e vesicular) e cancro do cólon. Pode ainda causar infertilidade e amenorreia (ausência anormal da menstruação), incontinência urinária de esforço, hiperplasia e cancro do endométrio, cancro da mama e da próstata.

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diet-617756_1280Mas a obesidade pode ser evitada, basta que o estilo de vida seja o mais saudável possível. Uma dieta alimentar equilibrada, rica em fibras e vegetais, bem como uma actividade física regular, evitando o sedentarismo, são os principais ingredientes para evitar problemas de obesidade e excesso de peso.

As fibras alimentares, encontradas principalmente nos vegetais, cereais, frutas, leguminosas e hortaliças, são essenciais para manter o bom funcionamento do sistema digestivo. Na sua maioria, as fibras são substâncias derivadas de carboidratos, sendo considerados alimentos funcionais que proporcionam benefícios à saúde, previnem e controlam certas doenças e satisfazem as necessidades nutricionais ao organismo humano, contribuindo para um bom funcionamento do intestino.


apple-2311_1280Os principais tipos de fibras são os solúveis e insolúveis. No primeiro caso, encontram-se nas frutas como a laranja e a maçã, nos vegetais como a cenoura e, principalmente, nos farelos de aveia e nas leguminosas. Estas são fibras que retêm a água presente nos alimentos e que ajudam na diminuição dos níveis de colesterol, prevenindo também o surgimento de doenças cardiovasculares. As dietas ricas em fibras solúveis ajudam no combate à obesidade, por induzirem uma menor ingestão de alimentos e calorias.

Já as fibras insolúveis encontram-se em alimentos de origem vegetal, como os grãos de cereais (milho, soja e grão-de-bico), bem como em frutas consumidas com casca, como maçã, pêra e ameixa. Estas fibras ajudam na prevenção de algumas doenças, como a obstipação intestinal ou “prisão de ventre” e o cancro colorretal.
Atuam principalmente no trânsito intestinal, acelerando o movimento do bolo fecal através do intestino, pois ajudam a eliminar gorduras e toxinas no organismo, contribuindo também para o emagrecimento.

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