Escoteiros do Grupo 72 instalam-se no Parque de Santa Eulália

Pedro Ribeiro considera que “aquele espaço sendo habitado e vivenciado vai reduzir-se substancialmente um dos seus maiores problemas, que tem a ver com o vandalismo”

A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou ontem, 21 de agosto, em reunião a instalação da sede dos Escoteiros do Grupo 72 no Parque de Santa Eulália, na expetativa de que a sua dinamização afaste os atos de vandalismo.

Foi aprovado na última reunião do executivo o protocolo de cooperação com a Associação de Escoteiros do Grupo 72 na Quinta de Santa Eulália, “com o objetivo de dinamizar aquele espaço, que continua a ser público, retirando o espaço onde será construída a sua sede”, referiu o presidente da Câmara, Pedro Ribeiro, que considera que “aquele espaço sendo habitado e vivenciado vai reduzir-se substancialmente um dos seus maiores problemas, que tem a ver com o vandalismo”, insistindo que este “é um parque constantemente vandalizado”.

Na falta de interessados nos concurso de adjudicação do bar ali existente e não sendo um parque vivenciado há, constata o presidente, “uma tendência para que os fenómenos de alguma delinquência se concentrem ai”. Para Pedro Ribeiro o Parque de Santa Eulália “é um parque extraordinário e os escoteiros vão dinamizá-lo”, acrescentando que este “é um grupo muito dinâmico e procuramos, através deste protocolo contemplar aquilo que é o interesse público com o interesse particular desta associação, que nos merece também o maior respeito”. Para além disso, Pedro Ribeiro adianta que esta solução “vai-nos permitir libertar as instalações que hoje ocupam na Quinta das Pratas, disponibilizando esse espaço para um alargamento do Museu Rural e do Vinho”, com as muitas ofertas de particulares, que tem de ser devidamente catalogadas e expostas ao público.

O vereador Nuno Nogueira, do Movimento pelo Cartaxo – Paulo Varanda, levantou a questão da possibilidade do corte de árvores no local onde está mencionada a instalação, ao que o presidente respondeu que “não está previsto e, de todo o modo, qualquer intervenção no espaço está sempre sujeita a autorização do município”. Pedro Ribeiro acrescenta que “tentámos salvaguardar sempre tudo aquilo que ali se faça, mesmo as estruturas amovíveis, com a decisão a passar sempre pelo parecer favorável dos nossos serviços”. “Para não haver qualquer dúvida”, continua o presidente, “não estão eles com o encargo de fazer a manutenção do Parque de Santa Eulália, mas apenas das estruturas que estão a seu cargo”.

Esta proposta que, segundo o presidente, não foi apresentada mais cedo precisamente para que se acertasse ponto a ponto, no sentido de “ter o equilíbrio da defesa do interesse público e daquilo que também são os interesses desta associação em trabalhar com crianças e jovens na sua formação”, foi aprovada por unanimidade.

De referir que este caso nada tem que ver com a notícia que avançámos na passada semana sobre a recusa dos moradores da Quinta das Correias com a proposta de instalação da sede do Agrupamento de Escuteiros 1120 do Cartaxo, cuja atual sede no edifício da EMEL não lhes oferece condições de segurança. Ainda assim, Pedro Ribeiro deu conta, nesta reunião, de que este é um assunto que a Câmara está a acompanhar com o Agrupamento de Escuteiros 1120 do Cartaxo de modo a chegarem a uma solução.

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