Está aí a “Geração Sanduiche”

Depois da “Geração Rasca”, há agora uma “Geração Sanduiche”, que há uns anos estava “À Rasca”. São aqueles que, na casa dos 40 e dos 50 anos, cuidam, simultaneamente, dos mais velhos e dos mais novos. E muitos deles continuam “À Rasca”… hands-598145_1280

São cada vez mais numerosos os adultos que vivem  entre os filhos que ainda não são autónomos e os pais que começam a deixar de o ser. É a chamada “Geração Sanduíche”, que se encontra como que espremida entre duas faixas etárias completamente díspares, tem de suportar todo o agregado familiar e o ritmo, muitas vezes alucinante, que esta realidade acarreta.

Muitos têm filhos já adultos, mas com a precaridade laboral existente, as despesas continuam a ser por sua conta, outros ainda estudam, e ainda outros não têm idade para se “desenrascar” sozinhos (porque estes quarentões e cinquentões optaram por ter filhos mais tarde).

Se a estas dependências juntarmos as dos mais velhos que, para além das incapacidades físicas que começam a manifestar, muitas vezes, face às políticas fiscais, perderam rendimento e deixaram de ter capacidade financeira para estar sós, a que se junta o aumento da esperança média de vida, temos a “Geração Sanduiche”.

Mas não é só. É que, às vezes, esta “Geração Sanduiche” ainda ajuda com os netos. Vão buscá-los à escola quando chegam do trabalho, ajudam nos trabalhos de casa…

Muitas vezes, e de novo devido aos empregos precários e à elevada taxa de desemprego, a “Geração Sanduíche” também ajuda financeiramente os filhos e os netos, pagando a escola ou o infantário, despesas de transporte, renda da casa ou roupas para as crianças.

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A “Geração Sanduíche” cuida dos filhos e dos pais. Mas nem todos os idosos têm essa sorte. A negligência das pessoas mais velhas é cada vez mais real. Segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística), cerca de 400 mil idosos vivem sós e 804 mil vivem na companhia exclusiva de outros idosos.

É certo que esta situação deixa esta geração sem tempo e espaço para algumas atividades, como passar o fim de semana na praia, jantar fora, ir a concertos… Mas será que os nossos pais, que tantos sacrifícios fizeram por nós ao longo da vida, não o merecem?

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