Exercício físico no idoso

Opinião de Aníbal Felício Ferreira, Gerontólogo, mestrando em Cuidados Continuados Integrados (paliativos)

Conforme prometemos no anterior artigo, vamos dedicar este espaço ao exercício físico ideal ao indivíduo idoso, para que este possa reverter o processo do envelhecimento patológico.

Para que este grupo etário possa iniciar e manter a sua participação em atividades físicas, devem ser criados desafios que lhe propiciem o bem-estar focalizando-se em quatro fatores: prevenção, manutenção, reabilitação, recreação.

Para entender a frequência que devem ser feitos os diferentes tipos de atividades físicas, podemos reportar-nos à pirâmide de atividade física.

Esta pirâmide pode ser dividida em quatro patamares distintos:

1º patamar ou base da pirâmide que consiste nas atividades físicas não-formais;

2º patamar encontramos as atividades aeróbicas de caráter formal ou planeado;

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3º patamar surgem as atividades de força e flexibilidade;

4º patamar, o topo da pirâmide, temos o período de inatividade que deve ser minimizado.

As atividades físicas não formais são todas as executadas no dia a dia do indivíduo, vulgo AVD’s (atividades de vida diária) e AIVD’s (atividade instrumentais de vida diária) e centram-se na execução das tarefas fundamentais ao bem-estar do mesmo e passam pela realização das tarefas diárias, como por exemplo: o tomar banho, fazer as compras, cozinhar, arrumar e limpar a casa, entre outras…

As atividades aérobicas de caráter formal ou planeado, centram-se na programação de exercícios físicos que podem ser postos em prática através de caminhadas, um pouco mais longas, de forma moderada a vigorosa, passando pela prática de jogging; utilizando o ambiente natural com um fim “terapêutico”.

No caso das atividades de força e flexibilidade, podemos apontar para exercícios já planeados e estruturados, que podem e devem ser realizados em ginásio ou em local previamente adequado à prática de exercícios desta natureza e supervisionados por profissionais com formação na área.

O topo da pirâmide foca-nos o período de inatividade, que é importante para que se reponham energias, embora deva ser minimizado ao máximo.

Resumindo, podemos sugerir que o idoso repense a sua atividade física desempenhando tarefas que até há pouco desvalorizava, como passear o cão de forma planeada, lavar o carro frequentemente, trabalhar no quintal, subir escadas, dançar, fazer sessões de hidroginástica cerca de trinta minutos, nadar durante cerca de vinte minutos…

Um ponto importante prende-se com o facto de que o exercício que o vizinho faz, pode não ser o adequado a si, logo nunca deve realizar atividades físicas sem perceber claramente se o seu médico está de acordo.

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