Falta de saneamento indigna moradores do concelho

Moradores dos Casais da Amendoeira reclamam direitos iguais

Moradores dos Casais da Amendoeira, em Pontével, sem saneamento básico reclamam direitos iguais aos restantes contribuintes.

A depender da Cartagua para o despejo da fossa, de três em três meses, mediante o pagamento de 60 euros, uma família de moradores nos Casais da Amendoeira, Pontével, deslocou-se à reunião do executivo da Câmara Municipal do Cartaxo desta segunda-feira, 6 de agosto, para mostrar o seu descontentamento com uma situação “injusta” e que “causa muito transtorno”.

Segundo estes cidadãos, “o saneamento básico nos Casais da Amendoeira é só para alguns moradores”, questionando-se sobre o porquê de “só alguns moradores de algumas ruas [daquela localidade] é que tiveram direito a esse saneamento básico”, quando “podiam ter acabado [o saneamento], mais 20 metros e incluíam a rua toda”. Para além dos 60 euros que têm de pagar à Cartagua pelo despejo da fossa – que em tempos chegou a exigir o pagamento antecipadamente –, feito o pedido deste serviço os moradores chegam a estar 15 dias à espera do mesmo. “Estamos ali duas semanas a pedir ao vizinho para fazer as necessidades. É óbvio que isto causa muito transtorno, não se entende como é que no século XXI isto ainda acontece”, reclamam.

No fundo, o que pretendem estes moradores, cujo caso têm reportado à Cartagua, é que lhes seja cobrado o valor que cobram aos outros contribuintes, “uma vez que é impossível fazerem a rede de esgotos”.

O presidente da Câmara, Pedro Ribeiro, disse não ter conhecimento dessa situação, referindo que, naquele momento, não poderia “ir ao detalhe, porque não conheço o vosso caso, mas vou inteirar-me dele”, comprometendo-se a agendar uma reunião, ainda esta semana, com a Cartagua.

Pedro Ribeiro explicou que, “neste momento o concelho do Cartaxo está com perto de 7,8 milhões de euros de obras em curso para resolver um problema que, de facto, há muitos anos devia estar resolvido, que é a questão do saneamento básico. A Câmara aqui não lava as mãos, há um contrato estabelecido entre a Câmara e a Cartagua onde, por decisão maioritária deste município, em 2010, a Câmara atribuiu [à Cartagua], através de um contrato, a gestão de toda a rede de águas e saneamento, por isso é que os senhores têm naturalmente reportado à Cartagua”, finalizando com o compromisso de “agendar uma reunião com a Cartagua para tratar deste assunto, com os senhores presentes, e em função dessa reunião vamos tomar decisões para saber o que é que pode ser feito”.

 

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