Férias e sol

Por Aníbal Felício Ferreira, Gerontólogo

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Sendo uma época aproveitada de forma transversal por todas as gerações, o verão chegou e com ele surgem as merecidas férias a que todos têm direito.

Os idosos constituem, cada vez mais, uma franja interessante no turismo nacional e todos os especialistas reconhecem neles um nicho de mercado atraente em diferentes pontos de vista.

Pelo nosso prisma, aconselhamos sempre a alteração da rotina diária por uma questão de saúde mental, sendo que as férias e o rumar a locais mais aprazíveis é recomendado.

No entanto, de uma forma geral, como somos um país de mar, de sol e de praias bastante apelativas, devemos alertar para determinados cuidados a ter em especial neste grupo etário ao qual nos direcionamos sistematicamente.

Os mais idosos, por inerência da sua idade requerem alguma atenção especial em relação à exposição ao sol e a temperaturas elevadas assim como à atividade física.

Recomenda-se por tudo isto:
Uma ida ao médico de família no período que antecede a partida para férias e após o seu términos; a exposição ao sol fora das horas de maior calor; o uso de um protetor solar de fator elevado; a avaliação e respetivo controlo da T.A. (tensão arterial); as caminhadas apenas nas horas de manhã (entre as 8 e as 10 horas) e ao fim da tarde (a partir das 18h30); caminhadas sem exageros em relação à distância percorrida; uma alimentação mais ligeira e polifracionada (comer pouco de cada vez e várias vezes durante o dia); ingestão de água de forma abundante (não permitindo a desidratação mas também não entrando em exageros).

É importante não generalizar a atividade física que determinado indivíduo pratica.

Cada caso é um caso e não se deve incorrer no erro de deturpar o que é bom para a saúde com o que pode ser perigoso pondo em risco a vida do ser humano.

O sol e o tempo quente são ótimos aliados dos mais velhos, mas sempre respeitando um conjunto de pressupostos orientados pelos técnicos da área da saúde e envelhecimento.

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