“Gosto de falar pouco e de trabalhar mais”

Porfírio Correia, 59 anos, empresário, candidato a presidente da Junta de Freguesia de Valada pela Coligação Juntos pela Mudança

Quem é o homem que se candidata a presidente de Junta?
Sou trabalhador, grande parte da minha vida foi feita a trabalhar, a fazer coisas, gosto de explorar e de pôr mãos à obra. Gosto de falar pouco e de trabalhar mais.

Tenho 59 anos, sou natural de Sintra, mas vivo há algum tempo no concelho, primeiro em Vale da Pedra e depois em Valada, onde estou há cerca de 30 anos, porque sempre gostei de Valada e porque sempre achei que Valada tinha muita potencialidade que não estava a ser explorada. Abri o Bar Tejo e abri aquele bar junto ao rio Tejo – o Beira Tejo.

O que o motivou a ser candidato?
Eu fui convidado para me candidatar e, inicialmente, não achei muita graça, até porque eu sou novato nestas andanças. Mas devido a gostar tanto daquela terra, que é onde vivo e trabalho, achei que podia dar algum contributo e devia aceitar, com a noção de que Valada precisa de muita coisa.

Que presidente de Junta quer ser?
Quero ser presidente de Junta de freguesia para melhorar a terra e dar mais qualidade de vida às pessoas que ali vivem. Isto para mim é o mais importante, principalmente naquela terra que tem uma potencialidade enorme e que está a ser desperdiçada.

Próximo das pessoas já estou, porque estou a viver o dia a dia com elas, passo o dia inteiro lá. De qualquer forma, é lógico que tenho a noção de que se for eleito tenho mais responsabilidades.

Tenho uma equipa ótima, muito boa, com pessoas de meia idade, mas também muitos jovens, algumas das quais com alguma experiência.

Mais artigos
1 De 37

Que ideia tem da sua freguesia?
Valada é uma terra que está envelhecida, com uma população muito velha, cada vez mais as pessoas saem de lá porque não há condições para lá viver, quando realmente é uma das terras aqui na zona com melhores condições e com mais potencialidade. O que é triste.

Uma das grandes necessidades daquela terra é transportes para os caminhos de ferro, que não existem. Nos dias que correm é triste não haver um transporte público para as pessoas se deslocarem até à estação para apanhar o comboio. Ali a maior parte das pessoas não tem carro. São pessoas com alguma idade e que têm alguma necessidade de pedir ao amigo ou ao vizinho para as levarem à estação. O que também não é muito agradável para as pessoas que querem ir viver para Valada.

Valada – e quando falo de Valada, falo de Reguengo, Valada e Porto de Muge – tem muito pouca população, cerca de 800 habitantes. Há muita casa fechada em Valada, em Porto de Muge e no Reguengo. Haverá algumas casas para venda cujos preços são muito elevados, mas tenho conhecimento de alguns casos de pessoas que compraram lá casas por valores baixos, claro que têm que ser reparadas. Eu acho que parte daí: é pôr as casas que estão desabitadas habitáveis. Mas as pessoas não as compram porque começam a pensar que não têm transporte para a estação, não tem farmácia, não tem padaria, tem vindo a fechar todo esse tipo de serviços. É compreensível que fechem porque não há população suficiente para que esses negócios funcionem, mas a partir do momento em que as pessoas comecem a entrar e a fixar-se lá, possivelmente esses negócios começam a aparecer.

A nível do turismo, há várias coisas ali que deviam estar mais arranjadas, uma delas é a Palhota, que está um bocadinho relaxada. Devia estar mais arranjada e preservada, porque é um ponto de interesse para o turismo, entre outras coisas. Tudo o que se possa fazer ali para o turismo é importante. Nós temos, por exemplo, aquela ponte antiga do reguengo devia estar mais bem arranjada e preservada, porque todas essas pequeninas coisas, que muitas vezes nós nem ligamos, são importantes para o turismo.

Qual a primeira medida a tomar assim que for eleito?
Caso seja eleito, a primeira coisa que eu irei fazer é inteirar-me da situação, nomeadamente da parte financeira, porque a partir daí é que se poderá fazer alguma coisa.

Mas há duas prioridades, uma delas é o transporte que já aqui referi, outra tem a ver com a limpeza e a manutenção do dique, que é uma proteção àquela freguesia em caso de cheias. Apesar de não ter havido cheias nestes anos, de há dez ou 15 anos, não quer dizer que isso não venha a acontecer, portanto aquele dique tem sofrer uma limpeza e depois uma manutenção. O dique para além de ser uma mais-valia ali para Valada pode servir como um passeio, não só para as pessoas que vivem ali e as que visitam a terra, mas também para os peregrinos que vão para Santiago de Compostela e para Fátima, em vez de virem pela estrada têm ali um passeio que é muito mais agradável, com vista para o rio, e evitam andar na estrada.

Equipa da Coligação Juntos pela Mudança à Assembleia de Freguesia de Valada

Candidatos efetivos Porfírio Augusto Jesus Correia, 59 anos, empresário; Maria da Nazaré Costa Correia Fabiano, 47 anos, responsável de logística; Maria Helena Dionísio de Almeida, 56 anos, técnica de informação e comunicações aeronáuticas; João Diogo Mateus Pereira Lopes Santiago, 40 anos, empresário; David Cavaleiro de Aguiar Estêvão, 27 anos, jurista; Daniela Isabel Fonseca Valada, 24 anos, enfermeira; Nélson de Jesus Homem de Carvalho Ramos, 33 anos, empresário

Candidatos suplentes José Luís Jesus Ramos, 56 anos, empresário agrícola; Catarina Maria da Costa Frioleiro, 43 anos, inspetora veículos; Humberto Augusto Pereira das Neves, 66 anos, técnico de farmácia; Maria da Conceição Pereira Mila Trindade, 80 anos, doméstica; Nuno Miguel de Barros Lopes da Costa, 43 anos, empresário; José Carlos Ribeiro Antão, 22 anos, empresário; Elisabete da Costa Correia, 38 anos, escriturária; Joaquim Luís Nobre Madeira, 45 anos, desempregado; Maria Fernanda Nogueira Cavaleiro Estevão, 54 anos, agricultora; Maria Eugénia Mateus Pereira Lopes Santiago, 68 anos, professora aposentada; Manuel do Carmo Ataíde da Câmara, 53 anos, agricultor; Luís Carlos da Cruz Santos, 25 anos, desempregado; Beatriz Jesus Homem Carvalho Ramos, 18 anos, estudante; Francisco José Silva Campino, 54 anos, empresário agrícola; Pedro Miguel Barata de Almeida, 48 anos, engenheiro agrícola

Pode gostar também

Comentários estão fechados.