João Heitor toma posse como presidente da Câmara

Estão formados os órgãos autárquicos do concelho do Cartaxo, tendo ontem tomado posse os eleitos à Câmara e à Assembleia Municipal, no Centro Cultural, com sala cheia.

João Heitor tomou posse como presidente da Câmara do Cartaxo e Paulo Neves como presidente da Assembleia Municipal. Pedro Ribeiro renunciou ao mandato de vereador na Câmara Municipal.

O auditório do Centro Cultural estava praticamente cheio e os aplausos dirigidos aos novos eleitos foram muitos ao longo da cerimónia de tomada de posse à Câmara e à Assembleia Municipal do Cartaxo, sendo mais sonantes com os eleitos do PSD, mais concretamente João Heitor, João Oliveira e Alexandra Barros Duarte, estes dois últimos eleitos presidentes de junta das uniões de freguesia de Cartaxo e Vale da Pinta e Ereira e Lapa, respetivamente, e membros da Assembleia Municipal por inerência de funções.

No executivo municipal tomaram posse João Heitor (PSD), Fernando Amorim (PS), Pedro Reis (PSD), Maria João Oliveira (PSD), Margarida Abade (PS), Maria de Fátima Vinagre (PSD) e Pedro Nobre (PS).

João Heitor falou pela primeira vez como presidente da Câmara do Cartaxo, num discurso de cerca de 15 mintos, usando a máxima de Martin Luther King – “I have a dream” – para dizer que também ele tem um sonho. Lembrou o muito que foi feito no Cartaxo, desde que a democracia se instalou, considerando contudo que “muitos cartaxeiros ficaram à margem desse progresso”, assim como ficaram “por cumprir ambições naturais e estratégicas”. “Por uma razão ou por outra, fomos acumulando um atraso regional em relação aos nossos concelhos vizinhos”, apontando a distribuição de água e de saneamento que “ficam aquém dos níveis de desenvolvimento que os municípios mais desenvolvidos apresentam”. Disse ainda João Heitor que “construiu-se uma dívida municipal de cerca de 52 milhões de euros que não tem correspondência com a qualidade de vida, nem com a prestação de serviços à comunidade que possa corresponder a essa envergadura”, comprometendo-se com a sua equipa a fazer um esforço “para resolver ponto por ponto os processos pendentes com elevado impacto no desenvolvimento do nosso território”, de uma agenda “extraordinariamente desafiante”, contando com “a colaboração ativa de todas as forças políticas intervenientes nas últimas eleições autárquicas”. João Heitor conta ainda com os trabalhadores do município, reforçando que “com eles pretendo levar este barco a bom porto”.

Seguiu-se a instalação da Assembleia, com Augusto Parreira a sair com um sentimento de “dever cumprido” e a afirmar que “chegou o momento de outros seguirem a viagem”.

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Tomaram posse na Assembleia Municipal Paulo Neves (PSD), Jorge Tavares (PS), Pedro Mesquita Lopes (PSD), Ana Bernardino (PS), Amélia Pina (PSD), Paulo Rodrigues (PSD), Miguel Ribeiro (Chega), Augusto Parreira (PS), José Augusto de Jesus (PSD), José Barreto (CDU), Maria de La Salete Cêra (PS), Isabel Rute da Cruz (PSD), Bruno Galaio (PSD), Ricardo Magalhães (PS), Bruno Vieira (BE), Nuno Serra (PSD), Luísa Maria Ribeiro (Chega), Filipa Maltieiro Rodrigues (PS), Teresa Nogueira Antunes (PSD), Valter de Almeida (PSD), Rolando Ferreira (PS) e os presidentes de junta das freguesias do concelho, membros da assembleia por inerência de funções, João Pedro Oliveira (PSD) da União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta, Alexandra Barros Duarte (PSD) da União de Freguesias Ereira e Lapa, Jorge Pisca (MIP) Junta de Freguesia de Pontével, Joana Fabiano (PS) Junta de Freguesia de Valada, José Belo (PS) Junta de Freguesias de Vale da Pedra e Vasco Casimiro (PS) Junta de Freguesia de Vila Chã de Ourique.

Empossado presidente da Assembleia Municipal do Cartaxo, Paulo Neves viu a (única) lista eleita à mesa da Assembleia proposta pela bancada do PSD aprovada por maioria (com apenas um voto branco, contra 26 a favor), com Paulo Neves a presidir à mesa da Assembleia, José Augusto de Jesus 1º secretário e Teresa Nogueira Antunes 2º secretária.

Paulo neves agradeceu a confiança que lhe foi dada para o cargo de presidente da Assembleia Municipal, que diz comprometer-se a “desempenhar com rigor e isenção”, esperando que o trabalho da Assembleia, nos próximos quatro anos, “se desenvolva um trabalho com respeito, seriedade, com um estudo exaustivo das ordens de trabalho, porque esse será o caminho que nos levará ao desenvolvimento e, no meu entendimento, quem não o fizer não está cá a fazer nada”. Para Paulo Neves, “o objetivo de todos os eleitos deverá ser: fazer diferente, fazer melhor, fazer mais e pensar unicamente no que podemos fazer para servir o nosso concelho e não o que o concelho pode fazer para nos servir a nós!”.

Pedro Ribeiro renuncia mandato
O presidente da Câmara do Cartaxo cessante, Pedro Ribeiro, foi o primeiro de todos os intervenientes neste ato público a falar. Discursou durante cerca de 15 minutos, mas não justificou a sua renúncia ao mandato para o qual foi eleito, ficando-se pelos agradecimentos a quem o acompanhou nesta caminhada enquanto autarca e pela sua honra em servir o Cartaxo, nomeadamente, enquanto presidente do município, sem deixar de lembrar os desafios e as dificuldades com que se debateu.

“Acredito no concelho do Cartaxo e no seu futuro”, proferiu, rematando que “o nosso concelho é fruto da vontade dos cartaxeiros”. “O povo fez as suas escolhas políticas” e agora entramos num novo ciclo.

Saudou o PSD e os seus eleitos “felicitando democraticamente quem venceu de forma inequívoca as eleições” e, dirigindo-se a João Heitor, fazendo votos de “que as coisas lhe corram bem na difícil tarefa que tem pela frente, nestes tempos de dificuldades”.

Pedro Ribeiro sublinhou que o Cartaxo se encontra melhor a nível financeiro, frisando contudo que “o tempo que hoje vivemos ainda é de emergência”. “Ao longo destes últimos oito anos demos tudo o que tínhamos à nossa terra”, disse o presidente cessante, frisando as “grandes dificuldades” que os seus executivos encontraram e as decisões “difíceis” que tomaram, “aceitando correr riscos partidários e eleitorais, sem preocupações pela nossa popularidade”.

Questionado, no final, pelo Jornal de Cá sobre a razão da sua renúncia ao mandato de vereador, Pedro Ribeiro referiu ser por “motivos profissionais”, sem adiantar o seu futuro profissional, que diz ainda desconhecer.

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