Moradores da Rua Manuel Gomes da Silva inseguros

 

A vida não tem sido fácil para os moradores vizinhos da Cafetaria d’Art, na Rua Dr. Manuel Gomes da Silva, no Cartaxo.

Rua Dr Manuel Gomes da Silva, Cartaxo ©Jornal de Cá

 

Disso mesmo foram os moradores dar conta aos eleitos na Câmara Municipal, na reunião de segunda-feira, 1 de fevereiro.

Segundo os moradores da zona, “nós temos tido um problema, há mais de quatro ou cinco anos, com a pessoa que alugou a Cafetaria d’Art”. Por isso, “a razão que me traz aqui é pedir a redução de horário, mas também alertar para a segurança dos moradores. Para algumas pessoas que não saibam, neste sábado passado houve trocas de tiros. Apesar de a PSP ter chegado e de lá ter passado, eu acho que não é normal, numa cidade, nem muito menos num prédio onde moram idosos, pelos quais eu também sou responsável, porque além do mau ambiente, mas nós nisso não podemos fazer nada, mas quando nós estamos nas nossas casas e ouvimos tiros porque alguma coisa não está bem entre grupos rivais, é grave”.

Uma situação “que não é de hoje nem de ontem”, adiantou, acrescentando que “claro, o que nós pretendíamos era que o café fosse fechado. Enquanto existem vários processos, até chegarmos lá, nós iniciámos pelo mais fácil, que é reduzir o horário de funcionamento”.

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Estes moradores já tinham entregado uma petição a solicitar a redução do horário de funcionamento na Câmara Municipal e já mandaram efetuar testes de medição de ruído, que mostrou que “ao que consta, está muito, muito acima” do permitido por lei.

É um local “mal frequentado, as pessoas que lá estão fazem do nosso hall de entrada casa de banho, partem copos, partem garrafas, existe consumo de drogas, vão para cima de carros… existem festas sem licença”. Os moradores salientam que existem pessoas idosas sozinhas, mulheres com dois filhos que moram sozinhas, fora os outros casais”, e que nunca sabem o que vão encontrar quando saem de casa, se vai ser vomitado, se vai ser partido, se vai ser alguém caído para o lado, ou até mesmo uma bicicleta.

Os moradores referem que “ninguém está contra o café. Não queremos o café nos moldes em que ele está a ser utilizado”.

Salientando que o proprietário já foi avisado várias vezes e não fez nada para mudar, as críticas destes moradores estendem-se à PSP, que “já nos ignora, porque já conhece o número e, se calhar, realmente, eles não podem fazer ali nada, o que há para ser feito, temos de ser nós a mexer-nos”.

Este era um assunto agendado na ordem de trabalhos da reunião de Câmara. Pedro Ribeiro, presidente da autarquia, adiantou conhecer a situação, garantindo que “a PSP vai estar muito atenta a esta situação. A restrição que hoje for deliberada em Câmara Municipal vai ser fiscalizada, de forma imediata, pela PSP. Ao primeiro auto de notícia de algum incumprimento, a Câmara tem em seu poder aplicar ainda mais restrições”.

O horário de funcionamento, aprovado por unanimidade, passa a ser até às 23 horas, durante a semana, e as 24 horas, às sextas, sábados e vésperas de feriados.


 

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