Não há dinheiro para arranjar o Lago dos Patos

Orlando Casqueiro, candidato da CDU à presidência da Câmara do Cartaxo nas autárquicas de 2017, continua a sua missão de questionar o executivo camarário e, assim, na reunião desta segunda-feira, 17 de junho, colocou mais algumas questões e apontou situações que considera negativas, tal como a existência de uma biblioteca em Vale da Pinta que está encerrada ao público ou a existência de esgotos a céu aberto, entre outras.

Orlando Casqueiro aproveitou, também, para questionar sobre a situação do Lago dos Patos, despejado em setembro. Socorrendo-se da edição de agosto do Jornal de Cá, o comunista lembrou as declarações do vereador do Ambiente na Câmara Municipal, Pedro Nobre, ainda antes de o lago ter sido despejado por ordem do Ministério Público, em que este assumia que “a perspetiva era de que o procedimento, até final do ano passado, estaria, pelo menos, parcialmente, para se desenrolar, de forma a que se pudesse resolver aquele ‘emblema’. Até ao final do ano conseguiria lá fazer alguma coisa”.

O presidente da autarquia, Pedro Ribeiro, garantiu que “temos já várias soluções em mãos, todas muito caras, o que não nos permitiu, ainda, avançar, dentro das prioridades que temos definidas, e continuamos a trabalhar nisso, até com empresas locais, para tentar encontrar soluções que nós possamos pagar”.

Já no que respeita à limpeza, o presidente do Município assegurava ao Jornal de Cá que a situação não se iria repetir, lembrou Orlando Casqueiro, “isto, o ano passado, e que, inclusivamente, para o ano é que era, que era este ano. Textualmente, deve ter dito que ‘a Câmara está em condições de assumir um compromisso que daqui a um ano tudo tem de estar diferente e substancialmente melhor’. Há 15 dias, se não fosse a colaboração das freguesias, a situação talvez fosse ainda pior”.

“Era a expectativa que, na altura, tínhamos de que este ano é que era. Mas, de facto, às vezes temos escassez de recursos que nós não controlamos”, começou por justificar Pedro Ribeiro, adiantando que “não é por falta nem de vontade nem de investimento, é termos um ano atípico – este ano foi um ano atípico. Dei uma volta pelo distrito e não é preciso ir muito longe, até câmaras com mais recursos do que a nossa e a dificuldade que existe para, pelo menos, ao nível da deservagem, as condições climatéricas não ajudaram, este ano”.

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