Freguesias

O património histórico e cultural da Ereira deve ser preservado

“Na Ereira como noutros locais, existe património histórico e cultural, que é orgulho dos habitantes e deve ser preservado em memória dos nossos antepassados, e para conhecimento dos vindouros, preservando esse legado, é transmitir a nossa cultura e um pouco da história, da aldeia de Ereira, no concelho do Cartaxo, em que parte deste está esquecido”. Por José Durão.

By Jornal de Cá

September 24, 2026

Destaca-se no largo D. Maria da Conceição Ramos uma pedra que foi homenagem do Município do Cartaxo, a invocar um acontecimento de relevo, que foi neste lugar de Ereira que D. Nuno Alvares Pereira pernoitou e tomou a decisão de apoiar o Mestre Avis na revolução de 1383- 1385 (Fernão Lopes crónica de D. João, Cap: 37,) assim como no mesmo largo encontra-se um azulejo alusivo a este facto, da pernoita de D. Nuno Alvares Pereira, no local conhecido petos (caseirões ou bicho feio), é visível o local de uma estalagem para pernoita e muda de cavalos na estrada que ligava Lisboa a Santarém, por onde passava os transportes da época com mercadorias e pessoas.

José Durão

Pode ver-se ainda as seteiras e vestígios do palanque nas paredes, para defesa do local, existia no rio que passa perto, uma ponte romana, que ruiu, também bem evidentes ruínas de casas de apoio e um lagar de azeite, assim como uma fonte de mergulho com nichos para colocar imagens. Temos também uma bonita igreja, e o espaço envolvente. O local da fonte que hoje está bem arranjado e bonito.

Há vestígios de urna loja antiga onde existe ainda grampos na parede junto às portas para pendurar os utensílios expostos para venda, e argolas nas paredes para prender os burros dos fregueses, esta loja servia de interposto para fornecer outras lojas noutros tocais tinha, parque de estacionamento para carroças, onde existe hoje uma placa de estacionamento privado. Grandes marcos em pedra colocados nas esquinas das paredes para evitar que os cubos das carroças, carros de bois ou outros, danificassem as paredes, alguns com argolas de ferro para prender os animais.

Também existe na rua Manuel de Sousa Ramos, junto ao largo 18 de Abril, um talude, onde está bem evidenciado a existência do local onde trabalhava as galgas para moer a azeitona no lagar de azeite, supostamente movidas por animais.

Espero que esta geração ativa seja capaz de preservar e melhorar este valioso legado para gerações futuras.

Um amigo da Ereira.

José Durão