Oposição quer fixar jovens no Cartaxo

Os números não mentem: o concelho do Cartaxo, à semelhança do que vem acontecendo na região e até no País, está a perder população.

Os indicadores demográficos “penso que devem soar o alarme e impor a tomada de algumas medidas que possam combater este cenário negro”, alertou o vereador Jorge Gaspar, eleito pela coligação Juntos Pela Mudança (PSD-NC).

Assim, o vereador destacou a diminuição do número de nascimentos por cada mil habitantes (em 2001 era de 10,7 e em 2018 é de 7,2); o índice de dependência de idosos por cada cem pessoas em idade ativa (em 2001 era de 27,5 idosos e em 2018 é de 34,9 idosos); e a população residente por faixa etária (15/19 anos – 1446 em 2001 e 1312 em 2018, 20/24 anos – 1589 em 2001 e 1259 em 2018, 25/29 anos – 1827 em 2001 e 1226 em 2018, 30/34 anos – 1673 em 2001 e 1293 em 2018).

Desta forma, os vereadores apresentaram uma proposta de alteração ao Regulamento Municipal de Taxas e Compensações Urbanísticas, que visa a redução até 90 por cento das taxas urbanísticas associadas à construção, remodelação, reabilitação e ampliação de imóveis para jovens até aos 35 anos.

Uma proposta que considera, na sua fundamentação, que “a Câmara Municipal do Cartaxo deve, à sua escala e no quadro das responsabilidades e competências que detém, assumir a demografia como um desafio estratégico e o rejuvenescimento como uma batalha pela sustentabilidade do seu próprio território”.

Esta proposta tem por objetivo “a retenção no nosso concelho dos jovens que hoje já aqui vivem em casa dos pais ou de outros familiares, procurando apoiar a criação de condições que evitem a sua saída para outras paragens” e a “captação e atração de jovens, nomeadamente, jovens casais, que estejam a iniciar os seus projetos de vida, motivando-os a olhar para o Cartaxo como um espaço onde o possam fazer”.

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Os vereadores propuseram a introdução de uma alínea no nº1 do artigo 5º, com a seguinte redação: “os jovens com idade igual ou inferior a 35 anos que realizem operações urbanísticas destinadas à construção, remodelação, reabilitação e ampliação de imóveis destinados a habitação própria”.

A proposta foi entregue ao executivo para posterior agendamento da discussão e votação.

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