Esta ação de campanha CDU da iniciativa do Partido Ecologista Os Verdes (PEV), incidiu sobre as políticas europeias em matéria ambiental, designadamente a descarbonização, a transição energética e os seus impactos a nível nacional.
As candidatas a eurodeputadas em visita às imediações do Parque Solar Escalabis, considerado até agora o maior do país com mais de 100 hectares com painéis fotovoltaicos implantados, situado nos concelhos do Cartaxo e de Santarém, e que deu que falar devido ao impacto visual da área desmatada, lamentam “as opções políticas de aposta na destruição de áreas de importante valor ecológico e função produtiva em nome da transição energética, quer ao nível florestal, quer agrícola, – medidas aliás fomentadas pela União Europeia – alheia à importância de preservação dos solos e dos recursos naturais do nosso país, do seu mosaico e potencial agroflorestal, e da biodiversidade”.
“Foram submetidos a abate cerca de 200 sobreiros em nome da descarbonização e isto é um enorme contrassenso. O declínio acentuado das espécies e da biodiversidade também atinge o nosso país, e por isso, estes projetos não podem contribuir para o seu agravamento, pois coloca em causa os ecossistemas e aprofundam a incoerência das políticas europeias”, referiu Mariana Silva.
“Defendemos, por isso, a produção elétrica de origem solar instalada em telhados e parques industriais e não em zonas florestais, agrícolas ou sensíveis, que poderão ter outra função ecológica ou produtiva. É vital, e Os Verdes e a CDU lutam por isso, que se invista na promoção de uma floresta diversificada com base nas espécies autóctones, como o carvalho, o sobreiro, a azinheira, o castanheiro e o pinheiro manso, bem como no seu ordenamento equilibrado”.
Neste dia com foco no Ambiente, as candidatas a eurodeputadas, também visitaram Valada, onde junto ao rio Tejo, destacaram as questões da proteção das massas de água, dos ecossistemas aquáticos e terrestres e o uso sustentável dos recursos hídricos. Mariana Silva e Marta Parente referiram ainda que “no que respeita às situações de seca que temos vindo a enfrentar e à degradação das linhas de água, a importância da revisão da Convenção de Albufeira, que há muito vimos reivindicando, para a clara definição de caudais ecológicos diários e a preservação dos ecossistemas”.