Pandemia trava obras na Serpa Pinto

O presidente da Câmara do Cartaxo já havia referido, em entrevista ao Jornal de Cá na edição deste mês de outubro, que foi preciso “pôr um travão” nas obras de requalificação de vários arruamentos das freguesias, sendo a Rua Serpa Pinto uma delas, por causa da despesa com a Covid-19. O vice-presidente confirmou o mesmo, em Assembleia Municipal, em resposta ao PSD.

“O que tinha a ver com a requalificação da Rua Serpa Pinto, vários arruamentos em várias freguesias, tivemos de pôr um travão, porque a nossa prioridade, naturalmente é cuidar das pessoas, cuidar dos efeitos que tem a pandemia…”, disse Pedro Ribeiro ao Jornal de Cá, escassos dias antes da sessão ordinária da Assembleia Municipal do Cartaxo, no passado dia 29 de setembro, em que o deputado do PSD, João Pedro Oliveira, questionou Fernando Amorim, em substituição do presidente da Câmara, sobre “a empreitada da Serpa Pinto”, comparticipada  em 85 por cento, por fundos europeus.

“Tive oportunidade de ver que o concurso [para a empreitada da Rua Serpa Pinto] ficou deserto”, constatou o social democrata, questionando o executivo se, sendo parte da obra financiada por fundos europeus, “haverá uma cabimentação extraordinária, ou seja, um aumento do valor base para que esta se possa realizar dentro da janela prevista, obviamente pelos fundos comunitários”.

Segundo Fernando Amorim o concurso “ficou deserto, porque os valores que foram lançados foram muito abaixo do valor do preço de mercado, o que significa que o município, apesar do financiamento, ia ter que disponibilizar do seu orçamento mais cerca de 320 mil euros e, face à questão Covid-19, o município não tem orçamento que consiga cabimentar esta verba para fazer face a esta obra”. O vice-presidente adianta, contudo, que “podemos até ao final deste ano fazer uma alteração orçamental que nos permita colocar este acréscimo para tentar lançar a obra ainda este ano, mas não vai ser fácil”.

Recordamos que, em janeiro deste ano, aquando do lançamento do concurso para adjudicação desta obra, candidatada ao Plano de Ação de Reabilitação Urbana (PARU), com um custo total de 1 milhão e 16 mil euros, “um dos maiores investimentos do mandato”, a calendarização proposta previa a conclusão da mesma “até ao final do primeiro semestre de 2021”, tendo em conta os 300 dias de duração do contrato.

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