Pão nosso de cada dia

Presente em quase todas as mesas portuguesas, sob as mais diversas formas, sabores e texturas, o pão é um dos alimentos mais importantes da história da humanidade. Feito a partir de vários cereais, é o integral ou de mistura que mais beneficia a saúde.

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Elaborado com base na farinha, geralmente de trigo ou outro cereal, água e sal, o pão é dos alimentos mais relevantes na história da alimentação humana. Com uma grande variedade de formas e massas, o pão é um dos alimentos mais recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a OMS, dever-se-ia comer cerca de 50 quilos de pão por ano, tal como acontece no Uruguai, onde, em média, cada pessoa come 55 quilos deste produto alimentício, metade do que come um marroquino, cujo país se encontra no topo dos que mais pão consomem. 

Dizem os entendidos que uma alimentação equilibrada deve incluir dois pães por dia, escolhendo preferencialmente o pão de mistura, menos refinado, logo, mais rico em fibra. O mais importante é não deixar de comer pão e escolher, de preferência, bem cozido, pois facilita a digestão. A variedade deste produto é muita: há pão de milho; pão de centeio; pão de trigo; pão aromatizado: com frutos secos. Enfim, há vários tipos de pão para todos os gostos e precisões.

 

Tipos de pão

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De entre estes e outros tipos, há ainda o pão de forma, pão ázimo, pão francês, pão tradicional português, pão de mistura, pão de batata, pão de leite, pão integral… Este último considerado o mais saudável pelo seu teor em fibras e hidratos de combustão lenta, que oferecem maior sensação de saciedade. Mas também dentro deste tipo de pão há diferenças, sendo a cor escura e textura compacta bons indícios para detetar a sua autenticidade.

O pão mais habitual é normalmente de trigo e encontra-se sob a forma de bolinhas, cacetes ou carcaças – pães brancos compostos por farinha refinada. Saborosos e mais comun, estes pães, antigamente tidos como nobres, não são os mais saudáveis, visto que a casca do cereal é eliminada no processo de refinação da farinha. Neste caso, como é na casca que estão as fibras e minerais, o pão fica menos nutritivo e com um índice glicémico superior. Além disso, muitas vezes estes pães contêm níveis elevados de sal, devendo ser consumidos com moderação.

Uma boa opção é o pão regional. Na sua maioria contém uma mistura de cereais – trigo, centeio e milho –, que o torna equilibrado, e é cozido de forma artesanal, mais saudável. A par do integral, o pão tipo alentejano, por exemplo, possui uma quantidade considerável de amido de absorção lenta, para além de se manter saboroso durante vários dias, sem recorrer a conservantes. Outras escolhas acertadas são o pão de centeio (escuro) e a broa de milho, ambos com elevado valor nutricional e menos calóricos.

Sem dúvida que o mais calórico dos pães é o prático pão embalado, fatiado e até sem côdea. Atualmente é um dos mais apetecíveis por ser prático e duradouro. Mas deve evitar-se este pão, por ser feito a partir de farinhas muito refinadas, logo menos ricas em nutrientes vitais como a fibra, e por incluir açúcares e gorduras, que lhe conferem a textura fofa durante mais tempo.

 

Pão com história

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A receita é simples e muito antiga: água, farinha e sal. A diferença reside nas farinhas escolhidas, dosagens e na inclusão de outros ingredientes como o malte ou o leite. É ainda de relevar a introdução ou não de fermentos que distinguem dois dos mais básicos tipos de pão: o pão levedado, mais macio, cuja massa tem levedura ou fermento, geralmente cozido num forno; e o pão ázimo, sem fermentos, com um formato mais achatado e mais consistente. Neste caso, a massa pode ser cozida no forno ou assada numa chapa (ou frigideira).

Produzido pela primeira vez pelos povos das aldeias palafitas, na região onde se encontra hoje a Suíça, por volta do ano 10 mil antes de Cristo (a.C.), a importância do pão desde logo começou a ser grande. A sua semelhança com o pão dos nossos dias começou com os egípcios, quatro mil anos a.C., sendo este produto alimentício usado na altura como salário dos camponeses. Foi inclusive este povo que começou a utilizar o sistema de fabricação baseado em pedras que moíam o trigo. Ainda nesta época, e após o contacto com os egípcios, começaram a surgir as padarias em Jerusalém.

Em Roma e na Grécia o pão também teve a sua história, tendo sido os gregos os primeiros a confecioná-lo, por altura dos egípcios. Em Roma o seu surgimento deu-se mais tarde (800 anos a.C.), mas foi aqui que se criou a primeira escola para padeiros.

Com a máquina, no século XIX, aparecem as primeiras amassadeiras (hidráulicas ou manuais), embora com pouco sucesso, pois o seu custo era elevado e os consumidores não viam com bons olhos o pão feito mecanicamente. Mais tarde, com o aparecimento do motor elétrico foram os padeiros que se viram ameaçados com a máquina, que fazia o trabalho de duas pessoas.

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