Parceiros da Escola em convívio anual

Sábado foi dia de reunião anual dos Parceiros da Escola, um grupo de nascidos em 1951, em Vila Chã de Ourique, cujas vidas se foram cruzando ao longo dos tempos, primeiro na escola primária, passando pela inspeção militar e até pelo dia-a-dia.

Este grupo, originariamente, com 28 elementos, começou estas reuniões no pós-25 de Abril, quando os que tinham ido para o Ultramar regressaram.

“Começámos a fazer só os homens, as esposas não. Mas chegámos à conclusão que era malta nova, que tinha estado em África e regressado, e havia sempre problemas graves, que era o álcool. A malta metia-se nos copos e havia muita confusão”, explica José Mateus, um dos Parceiros.

No início, “era um autocarro, levávamos as panelas, os grelhadores, e vinha um cozinheiro de Peniche, íamos buscá-lo à Rodoviária, e ele é que trazia o peixe. Mas começava a dar muito trabalho”, conta António Sousa que, juntamente com Rogério Paixim, foi um dos responsáveis pela organização deste ano.

Estas confraternizações já passaram por diversos locais da região, “e para voltar havia sempre confusões, por causa dos copos”, acrescenta António Sousa, que diz, com graça, que o papel das esposas nestes convívio “é para apaziguar”.

Estes encontros já passaram pelo rio Zêzere, com um almoço a bordo de um barco, por Coruche, na Barragem da Agolada, “só não fomos ainda foi à Madeira, que é uma coisa que está programada e nunca fomos”, diz.

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O grupo deste ano juntou 14 Parceiros e algumas esposas, porque “morreram seis e alguns não vêm, mas o grupo original era de 28”.

O ponto de encontro foi o Largo da Memória, em Vila Chã de Ourique, que os Parceiros decoraram a rigor, com direito a uma pintura da escola que frequentaram, fotografias, uma secretária da época com os respetivos alunos e manuais escolares, e até uma régua e umas orelhas de burro, já que “o professor Augusto punha a gente à janela, virados para a rua, com as orelhas de burro”, lembra António Sousa.

Depois do primeiro repasto, no Largo da Memória, os Parceiros da Escola dirigiram-se ao cemitério, para homenagear os mortos, e ao almoço, que decorreu na Quinta do Boero.

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