PDM ‘corta as pernas’ a Centro de Dia de Valada

A reunião de Câmara de segunda-feira, 7 de outubro, teve lugar em Valada, nas instalações do Centro de Dia “O Tejo”.

Esta foi, também, uma oportunidade para ficar a conhecer um pouco do dia a dia da instituição, do seu trabalho e dificuldades.

Assim, Mara Monteiro, diretora técnica deste centro de dia, começou por explicar que “nós temos duas valências, Centro de Dia e Apoio Domiciliário e trabalhamos diariamente para esta população. Esta e alguma, também, do resto do concelho”.

Uma instituição em que “tentamos trabalhar, muitas vezes, acima, até, das nossas capacidades, porque nós somos uma equipa pequenina, mas temos muita vontade de nos darmos a conhecer e lutarmos contra as dificuldades, porque estas instituições lutam diariamente contra muitas dificuldades”.

E foi para fazer face a essas dificuldades que esta equipa se abalançou no projeto Sabores do Campo e do Tejo. Tratou-se de “reinventar o nosso conceito de trabalho. Pensámos o que é que poderíamos fazer para conseguir sobreviver, porque estávamos numa situação muito difícil”, disse Mara Monteiro, acrescentando que o objetivo passava por “apoiar as empresas da nossa região, os trabalhadores que, muitas vezes, acabavam por não ter local ou tempo para ir almoçar. Fizemos um contacto com essas empresas, perguntámos se estavam recetivas a este projeto e foi muito interessante, estavam recetivas e apoiaram-nos. Começámos a, diariamente, levar refeições a esses trabalhadores”. Estava dado o ‘pontapé de saída’, mas “houve uma empresa que se interessou por esta ideia e convidou-nos a fazer caterings”, contou.

Apesar destes dois projetos, as dificuldades continuam, disse Mara Monteiro. “Estamos a precisar, urgentemente, de renovar a nossa frota automóvel. Precisamos, urgentemente, de uma carrinha de nove lugares, porque estamos longe e fazemos, diariamente, muitos quilómetros para conseguirmos ter cá os nossos utentes. É uma das grandes prioridades”.

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E as dificuldades são agudizadas pelas restrições à construção na freguesia, impostas pelo PDM (Plano Diretor Municipal).

O Centro de Dia é proprietário de instalações presentemente desativadas, onde funcionava o ATL, para onde “temos um projeto pensado e incentivado pela Segurança Social, que nos está, constantemente, a lembrar que nós temos aqui um ATL que não está a ser utilizado pela instituição, e que é criarmos uma ERPI (Estrutura Residencial para Idosos) com 20 camas, mas deparámo-nos com uma situação que é que não se pode construir em Valada. Não conseguimos avançar, porque estamos condicionados. E isso iria dar sustentabilidade à nossa instituição”, já que as valências de Centro de Dia e Apoio Domiciliário “não conseguem suportar os custos, que são muito avultados”, resumiu.

A este propósito, o vereador responsável pelo Urbanismo, Pedro Nobre, informou que a CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional da Lezíria) está a terminar de avaliar todas as propostas de exclusão apresentadas pela Câmara do Cartaxo no âmbito da proposta de PDM.

Segundo o vereador, a informação foi-lhe prestada pela chefe de divisão da CCDR, “que me deu nota que estavam a terminar de analisar todas as nossas propostas de exclusão de REN (Reserva Ecológica Nacional), e que, em 80 por cento da análise já feita, tem respostas favoráveis ou favoráveis condicionadas”.

Assim, “contamos, esta semana, ter a resposta, por parte deles, para depois, em conjunto com os nossos técnicos e a empresa que nos está a apoiar, avançarmos para reuniões de concertação com as várias entidades, Reserva Ecológica Nacional, Agência Portuguesa do Ambiente e Reserva Agrícola Nacional, para podermos conseguir avançar até final do ano para a discussão pública do PDM, é a nossa expectativa”, avançou Pedro Nobre.

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