Pedro Ribeiro pede “discurso responsável e menos populista”

Impasse no Casal Branco motivou esta resposta a Jorge Pisca

O presidente da Junta de Freguesia de Pontével, Jorge Pisca, foi à reunião de Câmara do Cartaxo, na passada segunda-feira (6 de agosto), pedir que “o Casal Branco fosse uma realidade”. Em resposta, Pedro Ribeiro pediu “um discurso responsável e menos populista” sobre este assunto.

Jorge Pisca começou a sua intervenção convidando todos os vereadores e o presidente da Câmara a “visitarem mais a nossa freguesia, para verem como estão as coisas no terreno”, seguindo-se o pedido para que “o Casal Branco fosse uma realidade”. “O senhor presidente em tempos disse-me que aquilo era um investimento de cerca de dois milhões, que em trinta anos são 5.500 euros por mês, mas eu acho que, em dez anos, com a situação do Casal Branco a ir para a frente há um retorno económico”, considera Jorge Pisca, justificando que “se aquela zona empresarial para micros e pequenas empresas estivesse a funcionar era uma mais-valia para a freguesia de Pontével e para o concelho do Cartaxo”. O presidente da Junta de Pontével apelou “que fizessem esse trabalho”, lembrando que “em setembro/ outubro começa-se a trabalhar no orçamento para 2019 e que tivessem também em questão não só mil ou dois mil euros, como foi contemplado neste orçamento de 2018, mas que contemplassem em 2019 uma força maior”.

Segundo o presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Ribeiro, “temos falado tanto nos últimos dias e eu vou-lhe dizer agora em público aquilo que já lhe disse em privado, nas últimas reuniões. Nós vamos ter um instrumento, em breve, que se chama orçamento municipal para 2019 e eu não me recordo de algumas vez o senhor presidente, para além de falar – e falar é fácil –, ter dito assim: vamos tirar as verbas A, B e C, das rubricas A, B e C para que as infraestruturas do Casal Branco sejam feitas”, desafiando Jorge Pisca a apresentar “uma proposta concreta para ir a deliberação em sede de Orçamento Municipal”. Em alternativa, Pedro Ribeiro propôs a Jorge Pisca que, “na sua dupla condição de empresário e de presidente do Núcleo Nersant do Cartaxo, me faça chegar empresas que se queiram instalar no Casal Branco com a contrapartida de acabarem as infraestruturas que não estão acabadas”.

É que, segundo o presidente da Câmara, “a questão do Casal Branco é puramente uma questão de dinheiro ou então de encontrarmos empresas com que possamos fazer um acordo, dentro dos trâmites legais, que nos permita financiar as infraestruturas do Casal Branco”. No seguimento da sua resposta, Pedro Ribeiro pediu que houvesse “um discurso responsável e menos populista em relação aos problemas do Casal Branco, que o presidente da Junta de Pontével, mais do que qualquer outro, tem obrigação de conhecer”.

“Eu não venho à procura nem de populismo nem de protagonismo para mim próprio”, defendeu-se Jorge Pisca, adiantando que “tenho quatro empresas [possíveis interessadas] – e duas posso dizer: a Galme que está há mais de 30 anos no Carregado e já não se consegue expandir e que procura um sítio, e já foi ao Casal Branco; e a outra é uma empresa cá da zona (Carlos Rebelo) e que, possivelmente, irá para a Azambuja criar uma nova unidade fabril, porque não tem espaço para se expandir”. A questão é que, como refere o presidente da Junta de Pontével, “as empresas querem ir para um sítio com tudo pronto, não vão colocar alcatrão, nem energia elétrica…”. No final, e relativamente à proposta de Pedro Ribeiro para que o presidente da Junta de Pontével encontrasse verbas noutras rubricas do orçamento para avançar com o Casal Branco, Jorge Pisca respondeu que “vamos trabalhar nisso”.

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