Perfil – Maria João Oliveira

É bancária, mãe da Sofia e do Tomás, é a primeira mulher a presidir à direção do Ateneu Artístico Cartaxense

Eu Sou
Amiga, bem disposta e tento ser positiva.

46 anos, bancária, mãe da Sofia e do Tomás. Vive no Cartaxo.

Jovem, bonita e de bem com a vida, Maria João é a primeira mulher a presidir à direção do Ateneu Artístico Cartaxense, coletividade centenária, bem conhecida pelas atividades desportivas que desenvolve, nomeadamente a ginástica, que vem formando campeões. Também ela ali andou na ginástica e considera-a uma das modalidades mais emblemáticas do Ateneu, mas faz questão de sublinhar a importância de todas as que ali têm espaço, como o ballet, o basquete, o judo, entre tantas outras atividades, que todos os dias ali levam dezenas de jovens e pais que, a par dos sócios mais antigos que ali passam diariamente, “dão vida ao Ateneu e possibilitam que esta continue a ser uma grande casa”.

Eu Gosto
De passear. Gosto de explorar o meu lado criativo, de experimentar. Gosto de lidar com pessoas e tentar compreendê-las.

Bancária de profissão, Maria João sente-se, acima de tudo, uma relações públicas. Gosta de lidar com pessoas, de poder gerir as situações que se lhe apresentam, na profissão ou na direção da coletividade, onde se encontra há três anos, com uma equipa de trabalho em quem confia e com quem gosta de trabalhar. “Eu sou a presidente, mas digo sempre que faço parte da direção”, porque apesar de sentir o peso da responsabilidade, diz que o trabalho que ali desenvolve é feito em equipa. “Todos damos o melhor que podemos.”

Eu Não Quero
Enfrentar dificuldades de saúde que impossibilitem o decorrer normal da vida.

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Orgulha-se de, hoje em dia, a direção estar mais presente no dia a dia da coletividade e esse tem sido um esforço que têm feito, porque exige uma presença mais assídua, para estar mais perto dos professores, alunos e pais que, afinal, são quem mais faz mexer o Ateneu. “Só desta forma podemos estar em cima do acontecimento, perceber quais são os problemas e tentar arranjar as melhores soluções, para os resolver da melhor maneira, todos em conjunto.”

Com isto, “a vida pessoal fica para trás”, mas só desta forma Maria João consegue dar tudo o que tem para dar à coletividade, “com muito gosto”. “Só assim é que faz sentido estar neste cargo”, diz, revelando que para trás tem ficado a bijuteria e as pinturas, hobbies que a ajudam a libertar o seu espírito criativo, assim como a inscrição em hidroginástica, que vem adiando, por falta de tempo. Reconhece que consegue conciliar a profissão com o trabalho na direção do Ateneu porque os filhos já são crescidos e porque conta com o apoio da mãe, muito orgulhosa da filha, sempre pronta a ajudar.

Eu Quero
Quero que se lembrem de mim, daqui a cem anos, como alguém que fez bem ao Ateneu. Quero a felicidade dos meus filhos, que consigam alcançar os seus objetivos.

No final do primeiro mandato pensou em desistir, porque gostava de ter ainda mais tempo disponível para o cargo. Mas, depois de ponderarem todo o trabalho que ali conseguiram desenvolver em equipa, Maria João e a restante direção sentiram-se no dever de ficar, num segundo mandato, de forma a dar continuidade ao trabalho feito. Maria João está satisfeita, tem prazer no que faz, no que tem conseguido, ainda que por vezes não consiga satisfazer toda a gente. Mas nada disso a demove de levar avante aquilo que pensa que é o melhor para a coletividade. Afinal, praticamente cresceu aqui. Já aos 18 anos fora convidada a entrar para a direção, mas só passado alguns anos voltou a envolver-se na coletividade, apresentando os saraus e ajudando nas matinés de carnaval. Entretanto, entrou para os órgãos sociais, como secretária da Assembleia Geral, até ser convidada por João Sardinha para a direção.

Eu Não Sou
Exibicionista. Tento não ser injusta.

“Quando ele saiu da presidência convidou-me a ficar”, onde está até agora, satisfeita por poder contribuir por uma boa causa, no Cartaxo. A seguir, quem sabe, a filha, que estuda Desporto e já se encontra envolvida nas atividades do Ateneu, venha a seguir-lhe os passos, podendo vir a ser a terceira geração na família a pertencer à direção desta coletividade, pois já o pai de Maria João também por lá passou.

Eu Não Gosto
De discussões, de pessoas que acham que resolvem tudo aos gritos. Não gosto de injustiças.

Para finalizar, “a João da Caixa”, como diz que é conhecida, quer continuar a criar as melhores condições para que todas as modalidades do Ateneu tenham oportunidade iguais de se desenvolver. E quer, de uma vez por todas, que as pessoas deixem de olhar para o Ateneu como uma coletividade de elite, pois acredita que esta é uma coletividade aberta a todos os que queiram nela entrar e fazer dela um melhor espaço de convívio, desporto e lazer, por muitos e longos anos no Cartaxo.


Texto publicado na edição impressa da Revista DADA nº59 de dezembro de 2015

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