Petição à democracia – II

Opinião de António Gaspar

A cerca de um mês das eleições para as autarquias locais, resta a parte final do processo, ou seja, a divulgação dos programas políticos que cada uma das forças partidárias, coligações e movimentos de cidadãos propõe aos respetivos eleitores, análise e discussão dos mesmos em campanha eleitoral e, finalmente, o ato eleitoral e apuramento de resultados.

No que respeita ao concelho do Cartaxo, já foram cumpridas as etapas anteriores do referido processo eleitoral, ou seja, apresentação dos partidos políticos, coligações e movimentos de cidadãos concorrentes, as listas de cidadãos eleitores que se candidatam aos lugares dos respetivos órgãos da autarquia e necessária aceitação/ homologação pelo Tribunal da comarca.

Identificados todos os cidadãos eleitores candidatos aos diversos órgãos da autarquia Cartaxo, é o momento de lhes formular um pedido – ao pedirem o voto ao Povo para a respetiva eleição, afirmem-se como servidores da causa pública e defensores intransigentes do interesse coletivo do Povo do concelho do Cartaxo. Não façam promessas que não possam cumprir e cumpram rigorosamente as propostas que apresentam como tarefas exequíveis, necessárias, urgentes e fundamentais para melhorar todos os aspetos da vida coletiva. Façam-no com inteligência, com criatividade, com verdade, com convicção e, sobretudo, com responsabilidade.

Quanto aos partidos políticos, coligações e movimentos de cidadãos concorrentes às eleições pedimos que apresentem programas sérios, exequíveis, necessários e fundamentais para o desenvolvimento global do concelho do Cartaxo, tendo em vista um futuro melhor para todos. Pedimos que apostem nas áreas económicas que possam gerar mais-valias que se traduzam em riqueza. Pedimos que não esqueçam que a criação de postos de trabalho é fundamental para fixar a numerosa e valiosa população juvenil que frequenta as nossas escolas e valorizar as famílias. Pedimos que não esqueçam a valorização profissional dos nossos jovens como condição essencial para o desenvolvimento da nossa riqueza – a terra, a agricultura, a indústria agroalimentar, os serviços e o vinho. Pedimos reforço de apoios à natalidade e manutenção de jardins de infância e escolas. Pedimos medidas concretas para apoio à família como núcleo fundamental da sociedade. Pedimos planos de desenvolvimento credíveis, sustentados e integrados nos parques industriais criados. Pedimos medidas concretas e exequíveis para as novas atribuições autárquicas – saúde, educação, gestão florestal, ambiente. Pedimos que não esqueçam que sem criação de riqueza, esta não se pode distribuir.

Quanto aos eleitores pedimos que se informem sobre cada programa eleitoral em concreto, que durante a campanha usem e abusem do sentido crítico e cívico para total conhecimento das propostas apresentadas, de forma a que o respetivo sentido de voto seja exercido de forma esclarecida, lúcida, válida e, sobretudo responsável.

Quanto a responsabilidade, consideramos a responsabilidade política, essa que tanto se proclama e exige mas pouco ou nunca se apura. O ato eleitoral também pode ser um apuramento da responsabilidade política sobre maus resultados de boas promessas, mas o concelho do Cartaxo não é, seguramente, exemplo para ninguém.

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