Pontével a braços com o lixo

A freguesia de Pontével está a braços com o excesso de resíduos colocados nos ecopontos e contentores de resíduos sólidos urbanos.

Jorge Pisca, presidente da Junta de Freguesia, foi à reunião de Câmara desta segunda-feira, 19 de agosto, dar conta disso mesmo aos eleitos. “Os contentores de resíduos sólidos urbanos, em Pontével, estão muitos cheios, estão saturados. Não tenho conhecimento de nenhum avaria em nenhum carro (de recolha de lixo), o que tenho conhecimento é que, como agora é período de férias, as pessoas fazem mais limpezas. Tenho três contentores, ao lado uns dos outros, com bidões de 20 litros lá e, erradamente, colocam nos contentores dentro, não sei se com óleos ou não, outro com sobrantes e o outro com algum lixo doméstico. Ao lado é uma autêntica lixeira”, contou.

Apesar de garantir que sabe quem são alguns dos prevaricadores, “porque há sempre documentos que os identificam”, Jorge Pisca lamenta a demora das autoridades competentes. “O SEPNA demora dois meses a vir à freguesia de Pontével para tomar conta da ocorrência e só se os apanhar em flagrante, o que é difícil. Os documentos não servem de prova e é uma tristeza”.

Além desta falta de civismo, “os ecopontos estão cheios, como também acontece na cidade. Não é uma responsabilidade nossa, nem vossa, mas é, temos de fiscalizar e avisar, se calhar, porque as pessoas já estão a fazer mais reciclagem. Por isso, tem de haver uma periodicidade maior na recolha nos ecopontos ou até mesmo mais ecopontos”.

O SEPNA tem falta de meios, garante o presidente do Município, Pedro Ribeiro. “Se nós, que estamos no local, não observamos os prevaricadores, não podemos exigir que o SEPNA tenha recursos por toda a área do distrito de Santarém. Cada agente do SEPNA abre mais de 450 processos por ano”, esclareceu.

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Já no que respeita à reciclagem, o vereador responsável pelo Ambiente, Pedro Nobre, esclareceu que têm existido muitos pedidos para instalar mais ecopontos no concelho, e que a Ecolezíria “vai aguardar pela implementação do projeto da recolha de resíduos porta-a-porta onde, de acordo com o estudo deles, vai permitir libertar ecopontos que existem nos aglomerados urbanos e poder distribui-los pelo concelho, por lugares ou de menor densidade ou que estejam identificados e que o justifiquem”.

No que respeita à recolha dos resíduos colocados nos ecopontos, “tem sido um problema para todos os municípios que fazem parte da Ecolezíria. Há dificuldades com os motoristas, que não têm conseguido assegurar, de forma célere, todos os serviços. Estão a ser feitos todos os serviços mas estamos a tentar, por vezes, ao longo do dia, que voltem ao concelho e não estão a conseguir, porque os turnos que eles estão a fazer não permitem que dêem outras voltas”, explicou o autarca, adiantando que está em cima da mesa a negociação e a contratação de mais motoristas.

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