Projeto pioneiro traz visitas virtuais à Igreja Paroquial de Pontével

Este projeto envolveu “gentes da Terra” como os historiadores Filipe Rato e Zelinda Pêgo e Ana Carina Azevedo que coordenou a equipa e fez a ponte entre todos os historiadores e, ainda, o historiador de arte, do Cartaxo, Pedro Gaurim.

A “Digitalizar o património e colocá-lo acessível para todos” é o mote do mais recente projeto da MACHTUB, quem nos diz é Tânia Frazão, umas das principais responsáveis. Um projeto pioneiro, desenvolvido em Pontével, sobre os monumentos Igreja Matriz de Pontével e o Forno de Cal. Consiste numa visita virtual e acesso a vários artigos e documentos através de um QRcode que pode aceder através da câmara do seu telemóvel.

Se estiver no local, o principal conteúdo é a Videotour que consiste numa visita guiada, ou seja, mesmo que não esteja ninguém na Igreja pode ter acesso a toda a informação inclusive a hipótese de visitar virtualmente tanto a sacristia como a sala museu, que normalmente estão fechadas ao público.

Para quem está em casa ou através desse QRcode existem também disponíveis, a visita virtual onde por tópicos cada um pode ir descobrindo a informação que tem mais interesse, o modelo tridimensional do espaço e artigos alusivos à igreja, que as pessoas podem comprar. Uma percentagem deste valor reverte a favor da própria igreja para a manutenção e restauro deste monumento.

Tânia explica-nos que este projeto surge de uma forma muito natural, no início de 2020. Estava à conversa com o seu pai e Bernardo Valdez sobre a Igreja das Virtudes que esteve durante muitos anos num péssimo estado de conservação e de como era complicado este género de sítios terem a capacidade de se restaurar e manter o património. “Percebemos que tínhamos aqui realmente uma boa ideia” e foi a partir daí que foram desenvolvendo o projeto. Tânia é formada em design de equipamentos, aliou os seus conhecimentos ao colega que é web designer e decidiram candidatar o projeto ao programa StartUP Voucher do IAPMEI cofinanciado pelo Portugal 2020 e a FEDER. Foi aprovado e passaram por um longo processo de construção e planeamento. Começaram a fazer contactos, pois acreditam que “só na prática é que as pessoas vão entender os benefícios que isto pode trazer e quais as dinâmicas que se pode criar para um projeto deste género”.

Decidiram começar por esta zona por terem as suas raízes em Pontével, falaram com a Associação Rio da Fonte e iniciaram o processo de pesquisa pelos monumentos que fariam mais sentido escolher. Os eleitos foram o Forno da Cal e a Igreja Matriz pelo património magnífico, um conjunto azulejar ao nível do melhor, entre outras coisas, porque as pessoas, “entram no templo, mas não sabem toda a história que está por trás, quer artística quer em termos de valor pelo património que temos”. O Forno da Cal, foi escolhido por ser um exemplo de arquitetura industrial e que muitas vezes passa ao lado enquanto património ainda que esteja tão bem preservado comparado com outros pelo país, isto “fruto do trabalho que a associação Rio da Fonte tem feito, têm sido incansáveis nesse sentido”, elogia Tânia.

Este projeto envolveu “gentes da Terra” como os historiadores Filipe Rato e Zelinda Pêgo e Ana Carina Azevedo que coordenou a equipa e fez a ponte entre todos os historiadores e, ainda, o historiador de arte, do Cartaxo, Pedro Gaurim. “Fizemos aqui uma dream team, todos deram a sua opinião e discutimos o que seria melhor porque, isto, é a nossa história”, revela a designer de equipamentos.

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A paróquia foi também essencial, quer na questão de todas as autorizações necessárias para a realização deste projeto e também na cedência do espaço para serem realizadas todas as gravações que aconteceram durante cinco dias.

Os objetivos deste projeto são levar o nome e o património de Pontével para o mundo, mas também tentar aplicar esta metodologia a mais monumentos. “Nós somos uma empresa, o objetivo é rentabilizar e criar uma base de dados cultural, não só na perspetiva do estudo e restauro, mas também para as pessoas, inclusive as crianças e jovens que ainda estão a estudar, poderem ter ali uma ferramenta de trabalho e cultura”, explica a responsável.

Além deste projeto convidar todos a visitar o seu património, neste caso Pontével, funciona também como um catalisador da cultura, turismo, economia e também a nível da dinamização dos concelhos.

Tânia revela-nos que já conhecia muita da história de Pontével, mas ter a oportunidade de “montar um bocadinho do puzzle”, ir a fundo a cada detalhe, consultar toda a documentação e poder trabalhar com uma equipa composta por historiadores, teólogos e historiadores de arte, “foi espetacular”.

Para ajudar a divulgar Pontével pelo Mundo e ficar a conhecer mais sobre este projeto pode visitar o site: machtub.com, seguir as redes sociais e subscrever o canal de Youtube.

Isuvol
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