ProTEJO escreve ao ministro do ambiente a exigir medidas contra a poluição

"Queremos medidas eficazes e definitivas que garantam que esta situação não volta a acontecer"

O movimento proTEJO quer que o ministro do ambiente, João Pedro Matos Fernandes, tome medidas urgentes para acabar com a poluição no rio Tejo e a consequente mortandade de peixes e destruição da fauna e flora.

Em carta ao ministro, o proTEJO lembra que desde 2016 vem “a solicitar que o Senhor Ministro do Ambiente intervenha no sentido de que sejam tomadas medidas para a contenção das descargas poluentes no rio Tejo na zona de Vila Velha de Ródão, nomeadamente, para garantir que as emissões de efluentes da Celtejo para o rio Tejo estejam dentro de parâmetros que garantam o objetivo de alcançar o bom estado ecológico das suas massas de águas ao longo de todo o seu curso em território português, seja pela maior fiscalização, seja pela revisão ou suspensão das licenças de emissão de efluentes”.

O proTEJO recorda que “todos estes poluidores contribuíram e acentuaram a carência de oxigénio dissolvido nas águas do rio Tejo e são assim responsáveis por esta mortandade de peixes e pela destruição da fauna e flora do rio Tejo”.

Os signatários da missiva lembram, também, as manifestações realizadas, em 26 de setembro de 2015, em 4 de março de 2017 e em 14 de outubro de 2017, na sequência de inúmeros “episódios de poluição que o rio Tejo vinha sofrendo, em especial na zona de Vila Velha de Ródão, visíveis a olho nu, registados e denunciados por diversos cidadãos que integram a rede de vigilância do rio Tejo deste movimento”, lamentando que estas manifestações não tenham sido suficientes “para que o Ministério do Ambiente agisse oportuna e tempestivamente com a eficácia necessária para impedir a catástrofe ambiental que se anunciava e que está agora a ocorrer com uma vastíssima mortandade de peixes e a destruição da fauna e flora do Tejo”.

“Queremos medidas eficazes e definitivas que garantam que esta situação não volta a acontecer”, exigem. Assim, “os cidadãos e as populações ribeirinhas vêm junto de vossa Ex.ª requerer que sejam tomadas medidas que permitam obviar e impedir a continuação da poluição do rio Tejo”. Estas medidas deverão passar pelo “incremento da intervenção da IGAMAOT e da Agência Portuguesa do Ambiente de forma eficaz e determinada tendo em vista a deteção das origens e dos focos de poluição que estão a agravar-se neste momento, bem como a tomada das ações coercivas que impeçam a continuidade da ação poluidora; a tomada de medidas para a contenção das descargas poluentes no rio Tejo, nomeadamente, para garantir que as emissões de efluentes da Celtejo para o rio Tejo estejam dentro de parâmetros que garantam o objetivo de alcançar o bom estado ecológico das suas massas de águas ao longo de todo o seu curso em território português, seja pela maior fiscalização, seja pela revisão ou suspensão das licenças de emissão de efluentes; a determinação das causas da morte de milhares de peixes ocorrida desde 13 de outubro de 2017, entre Vila Velha de Ródão e a barragem do Fratel, identificando e responsabilizando os agentes poluidores”.

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