Provedor do Munícipe do Cartaxo já tomou posse

Carlos Galelo já é, oficialmente, o Provedor do Munícipe do Cartaxo

Carlos Galelo já é, oficialmente, o Provedor do Munícipe do Cartaxo.

A cerimónia de tomada de posse decorreu esta quarta-feira, 21 de março, no Salão Nobre da Câmara Municipal, depois de o seu nome ter sido aprovado em Assembleia Municipal.

Recorde-se que a criação do Provedor do Munícipe foi uma proposta apresentada pelos eleitos do PSD e aprovada no anterior mandato. Por terem sido os proponentes, o ex-vereador do PSD, Vasco Cunha, foi chamado a intervir nesta cerimónia. Segundo disse, a proposta de criação do Provedor do Munícipe pelo PSD tem 16 anos, embora só tenha sido materializada no último mandato. Lembrando que a participação nas reuniões de Câmara e Assembleias Municipais “é um bom exercício de cidadania por parte dos munícipes”, Vasco Cunha acrescentou que “o facto de existir um Provedor do Munícipe creio que era alargar um pouco mais, também, esta válvula de escape”. O Provedor do Munícipe pode dar, também, àqueles que, não tendo oportunidade de ir a uma sessão de Câmara Municipal, de ir a uma Assembleia Municipal, também por esta via poderem apresentar as suas reclamações, as suas sugestões, as suas queixas, as suas dúvidas. E foi neste sentido que construímos esta proposta”, acrescentou.

O presidente da Assembleia Municipal, Augusto Parreira, destacou que “a instituição desta figura constitui mais uma passo significativo na aproximação e no incentivo à participação ativa dos cidadãos na vida pública, onde se inclui o direito à reclamação por um serviço de qualidade. Simultaneamente, é um forte contributo para a promoção de um Poder Local mais transparente e participado”. Por isso, o autarca considerou que a figura de Provedor Municipal justifica-se, “desde logo para reforçar o apoio aos munícipes nas suas relações com os órgão de Poder e a Administração. Justifica-se, também, para facilitar, resolver ou eliminar situações de queixa; justifica-se, ainda, para garantir a existência de um mecanismo que assegure uma apreciação imparcial e atempada das reclamações; justifica-se, naturalmente, para se sobrepor às barreiras sociais de natureza pessoal que possam obstar à participação ativa dos munícipes na vida da sua comunidade. Por fim, justifica-se para solucionar diferendos ou corrigir as situações lesivas dos interesses dos nossos concidadãos”.

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Depois da tomada de posse, o Provedor do Munícipe do Concelho do Cartaxo, Carlos Galelo, prometeu trabalhar no sentido de promover a cidadania, “que ensinasse ao cidadão, pelo menos, conceitos básicos, que não há”, e garantiu a todos os órgãos municipais “a minha disponibilidade, a minha lealdade, e nunca seremos demais para fazer alguma coisa, ainda que seja pouca, pelo Município, que ele realmente precisa muito”.

 

Pedro Ribeiro, presidente da Câmara Municipal, salientou que “plantamos hoje, no Dia da Floresta, uma nova árvore na relação entre os munícipes e os seus representantes. Caberá a cada uma de nós, e não apenas ao senhor Provedor, assumir a responsabilidade coletiva de cuidar desta nova árvore; caberá a cada um de nós, e sublinho, não apenas ao senhor Provedor, fazer com que ela ganhe raízes sólidas, fazer com que esta árvore perdure para além de cada um de nós, que represente para as gerações vindouras um garante de reforço da cidadania, das liberdades, dos direitos e garantias que assistem a cada um de nós, a cada um dos nossos concidadãos”.

Destacando que “a solidez desta nova árvore alimenta-se da independência, da autonomia, da capacidade de fiscalização e, acima de tudo, da proximidade que cultiva e que irá cultivar junto dos nossos concidadãos”, Pedro Ribeiro agradeceu a Carlos Galelo “pelo exemplo de coragem e de amor à nossa terra que deu ao aceitar esta missão; gratidão pela sua grandeza de espírito, que só está ao alcance dos humildes; gratidão pela disponibilidade que tem demonstrado ao longo da sua vida académica e profissional para estar próximo das pessoas; gratidão pelas garantias que nos dá de exercer este seu mandato de Provedor com isenção, com autonomia e com independência”.

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