PSD critica falta de investimentos no Cartaxo na próxima década

O Plano de Nacional de Investimentos (PNI) para a próxima época não prevê “obras fundamentais” na região, nomeadamente no concelho do Cartaxo. O PSD Cartaxo já reagiu, horas depois de Pedro Ribeiro também demonstrar o seu “desagrado”, em reunião de Câmara, por não constarem no PNI investimentos fundamentais relativos à região da Lezíria do Tejo, nomeadamente a requalificação da ponte Rainha D. Amélia.

E é precisamente pela falta de investimento na requalificação da ponte da Santana e na ponte que faz a travessia entre os concelhos do Cartaxo e Salvaterra de Magos, que o PSD inicia a sua nota informativa à comunicação social, criticando o “esquecimento do governo que faz vista grossa ao atual estado de degradação da Ponte de Santana e da Ponte D. Amélia”.

Depois de analisado o PNI 2030, tornado público na última semana de outubro, diz o PSD que “o Cartaxo ficou de fora da lista de investimentos”, lamentando e “a posição tomada há ano e meio, afinal fazia sentido”, referindo-se à proposta que apresentou em Assembleia Municipal, em junho de 2018, de “fazer uma discussão pública que envolvesse os agentes económicos e os diferentes quadrantes políticos locais, não apenas como forma de envolver a sociedade civil no delinear do futuro do nosso concelho a longo prazo, mas sobretudo para consciencializar/ pressionar o governo para a importância estratégica regional das prioridades elencadas num documento alvo de consenso alargado” e que, na altura, foi considerado “extemporâneo e prematuro”, sendo a moção dos sociais democratas “rejeitada pela maioria socialista da Assembleia Municipal do Cartaxo”. O PSD lamenta ainda que “a respetiva discussão e compromisso nunca aconteceu”.

Concluindo, o PSD Cartaxo “espera sinceramente que os municípios da CIMLT, maioritariamente de cor socialista, sejam capazes de alertar o governo para estas necessidades urgentes, relembrando que o Plano Nacional de Investimentos para além de ser um instrumento fundamental para o delinear da estratégia nacional de infraestruturas, deve procurar eliminar discrepâncias sociais e económicas entre regiões e não acentuá-las”.

Municípios da CIMLT pedem esclarecimentos ao governo

Poucos dias antes do comunicado do PSD, Pedro Ribeiro dava conta do seu “desagrado”, em reunião de Câmara, por não constarem no Plano de Nacional de Investimentos 2030 investimentos fundamentais relativos à região da Lezíria do Tejo, nomeadamente a requalificação da ponte Rainha D. Amélia.

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De acordo com o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, depois de publicado o plano, que envolve 43 mil milhões de euros, a CIMLT reuniu o conselho intermunicipal para que em conjunto, os onze municípios apreciassem o documento. “A nossa reação àquilo que foi apresentado é de forte apreensão, de desgosto, porque no conjunto de investimentos que estão feitos não identificamos os contributos que cada um dos municípios deu na construção deste programa”, conta Pedro Ribeiro, adiantando que esta posição é comum às três forças partidárias (PS, PSD, CDU) que estão representadas na CIMLT.

Perante o “desagrado”, o presidente da Câmara do Cartaxo informa que “foi solicitada uma reunião com caráter de emergência ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, agendada para o dia 18 de novembro, onde nós queremos perceber onde é que existem estas obras fundamentais para a coesão territorial, para o desenvolvimento futuro. Estamos a falar de um plano a dez anos, o plano 2030, e não cabe na nossa cabeça que obras tão fundamentais, como estas quatro, e podíamos adiantar mais, não estejam contemplados depois dos contributos que apresentámos”. Pedro Ribeiro justifica que “antes de uma tomada de posição mais firme e mais forte queremos perceber da parte do governo se estas obras, não estando no PNI, se fazem parte do Programa de Recuperação e Resiliência, porque não nos parece que aquilo que foi apresentado faça sentido – o pouco que foi contemplado para a nossa sub-região”.

Uma posição que, segundo Pedro Ribeiro, é unanime entre os onze presidentes de câmara da Lezíria do Tejo, “na defesa dos interesses da nossa região e no que esses interesses implicam no desenvolvimento de cada um dos municípios”, destacando, “no que nos diz respeito, na requalificação da Ponte D Amélia, que faz a travessia entre o concelho do Cartaxo e Salvaterra de Magos”, mas também nas questões da ferrovia da variante a Santarém da linha do norte, “que por questões do nosso desenvolvimento regional nos diz respeito”, tal como a conclusão do IC3 entre Almeirim e Vila Nova da Barquinha e da travessia do IC10 em Coruche.

Os vereadores da coligação Juntos pela Mudança (PSD/NC) mostraram-se apreensivos com a situação, levando Jorge Gaspar a afirmar: “Não estou esperançoso de que se vá resolver, em particular a obra da ponte Rainha D. Amélia, porque na base de decisão estão critérios políticos e se não está assinalada no documento é porque a prioridade apontada passou a ser outra”.

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