PSD pede reposição do serviço de urgência médico-cirúrgica no Hospital de Tomar

 

Os deputados do PSD, eleitos por Santarém, deram entrada de um projecto de resolução, no Centro Hospitalar do Médio Tejo, onde defendem a reposição do serviço de urgência médico-cirúrgica no Hospital de Tomar.

hospital-de-tomarO documento é assinado pelos deputados eleitos pelo distrito de Santarém, Duarte Marques, Nuno Serra e Teresa Leal Coelho, mas também por José Matos Rosa (presidente da Comissão de Saúde da Assembleia), Miguel Santos, Jorge Moreira da Silva, Ângela Guerra, Margarida Lopes, Laura Magalhães, Marco António Costa, Ricardo Baptista Leite e Luís Vales. No comunicado enviado ao Jornal de Cá, os deputados do grupo parlamentar do PSD referem que “já durante o segundo Governo de José Sócrates, foi desencadeada uma reorganização de serviços no CHMT que retirou ao referido Centro Hospitalar serviços considerados fundamentais como a Urgência Médico-Cirúrgica do Hospital de Tomar, concentrando-a em Abrantes, e agravou as dificuldades de acesso a cuidados hospitalares dos utentes dos concelhos mais próximos de Tomar, mas com grande densidade populacional, como são os casos de Tomar e Ourém”.

O Centro Hospitalar do Médio Tejo, E.P.E. (CHMT) foi criado em 2005 pelo primeiro Governo de José Sócrates, integrando as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas e servindo uma população superior a 250 mil pessoas e, neste contexto, os deputados afirmam que “a realidade dos cuidados de saúde nos concelhos do Médio Tejo é, por isso, compreensivelmente, uma das maiores preocupações destas populações locais, principalmente ao nível dos cuidados de saúde hospitalares prestados pelo CHMT”.

O projecto de resolução recomenda ao Governo que, “reunidas as condições mínimas exigidas em termos de pessoal, financeiras e de casuística, desenvolva esforços para repor o serviço de urgência médico-cirúrgica no Hospital de Tomar”. Para além disso, o PSD pede ao Governo que reduza “o passivo financeiro do Centro Hospitalar do Médio Tejo, E.P.E., pagando as dívidas a fornecedores e reduzindo os custos de aquisição por parte do centro hospitalar”, assim como proceda ao “recrutamento de novos médicos das diversas especialidades em que há escassez”.

O PSD quer ainda que o Governo “promova a ” e que “mantenha o esforço de abertura de novas especialidades no CHMT, bem como os serviços descentralizados de consulta que têm ocorrido em alguns concelhos, especialmente em Ourém”.

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Ainda segundo o documento enviado pelo PSD, onde se pede uma “melhoria da articulação entre as três unidades de cuidados de saúde hospitalares do CHMT e o Hospital Distrital de Santarém”, “há um sentimento generalizado de falta de proximidade e acesso com qualidade aos cuidados de saúde em alguns concelhos” e um sentimento “quase consensual que a construção de três unidades hospitalares desta dimensão em localizações de grande proximidade, não foi a melhor decisão para as populações nem para o interesse público”.


 

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